Em 1995, Marechal Cândido Rondon foi palco do maior sequestro registrado no Paraná até então. O caso mobilizou autoridades, imprensa e moradores, trazendo tensão e preocupação à cidade.
Durante dias, informações sobre o sequestro dominaram as páginas do jornal, registrando negociações, a atuação da polícia e a reação da comunidade. O episódio ficou marcado não apenas pelo valor envolvido e pela ousadia dos criminosos, mas também pela forma como a população acompanhou cada detalhe, mostrando solidariedade e medo, ao mesmo tempo.
Fotos e recortes antigos revelam os momentos de tensão e ajudam a reviver a história de um caso que entrou para os livros policiais do Estado.
Confira algumas notícias:






Entenda como aconteceu o sequestro:
Por volta das 16 horas do dia 24, três homens armados invadiram a casa do empresário Roni Martins, dono de uma casa de câmbio, fazendo ele, sua família, seu assessor e os empregados da residência de reféns. No dia seguinte, os criminosos exigiram um resgate de aproximadamente quinhentos mil dólares, colocaram as mulheres e crianças em um cômodo no interior da residência e liberaram o empresário e seu assessor para buscarem o valor exigido.
Ao chegarem na agência bancária, o empresário alertou um dos funcionários sobre o sequestro, que rapidamente acionou a polícia local. A partir disso, iniciou-se uma operação liderada pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).
As investigações rapidamente revelaram a identidade dos sequestradores, os irmãos Beltramin, fugitivos da penitenciária de segurança máxima de Florianópolis, onde estavam presos por crimes violentos e assaltos a bancos. Eles ficaram cinco dias dentro da residência, exigindo carros fortes para serem retirados do local e levados ao aeroporto para ter salvaguarda.
Durante os dias de sequestro, um médico de confiança da família foi autorizado a entrar na casa para, além de cuidar da saúde dos reféns, colher informações estratégicas como número de cômodos e localização das vítimas.
Às 6h45 do quinto dia de sequestro, com autorização do secretário da Segurança Pública à época, Cândido Manoel de Oliveira, a operação aconteceu. Ambulâncias foram posicionadas nas proximidades, enquanto o carro-forte exigido pelos criminosos foi retirado da frente da residência. Na sequência, agentes do Tigre iniciaram a incursão, utilizando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para neutralizar a resistência no local.
Os três criminosos entraram em confronto com a polícia e morreram no local. Todos os reféns foram resgatados com vida. Uma das vítimas foi baleada, mas sem gravidade. A operação foi transmitida ao vivo pela imprensa para todo o país.
Sobre a coluna Passado no Presente
Como parte das comemorações rumo aos 35 anos de fundação, O Presente lançou, em outubro, a coluna Passado no Presente, um tributo à sua trajetória e à memória coletiva de Marechal Cândido Rondon e região.
Até o dia 4 de outubro de 2026, a coluna vai resgatar conteúdos marcantes publicados nas edições impressas ao longo de mais de três décadas de circulação. A cada semana, serão relembradas reportagens históricas, fatos relevantes e personagens que ajudaram a construir a identidade do jornal e da comunidade que ele retrata.
Mais do que uma retrospectiva, Passado no Presente é um convite à reflexão sobre os caminhos percorridos, os acontecimentos que moldaram o cotidiano regional e os nomes que deixaram sua marca nas páginas de O Presente.
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