O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, disse, nesta segunda-feira (30), que cerca de 3% da população imunizável contra a Covid-19 no Estado escolheu não se vacinar.
Beto Preto falou sobre o assunto em um evento, em Curitiba, que reuniu representantes das Regionais de Saúde do estado, secretários municipais de saúde e o vice-governador Darci Piana (PSD), para tratar sobre as estratégias para o período de pós pandemia.
“Cerca de 3% da população vacinável optou por não tomar a vacina. Esses 3% que não tomaram a vacina são potenciais doentes ali na frente, também com casos mais graves, com evolução de cepas e variantes que podem ser variantes mais duras”, destacou.
O secretário comentou que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) elabora estratégias para avançar com a vacinação também para atingir as pessoas que não procuraram o serviço para receber a segunda dose.
O secretário voltou a afirmar que o estado deve concluir a vacinação contra o coronavírus para as pessoas com mais de 18 anos até o final de setembro.
Ele destacou que o Paraná aguarda uma definição do Ministério da Saúde para estabelecer como será feita a imunização de adolescentes entre 12 e 17 anos.
Até esta segunda-feira, a imunização para esse público começou a ser feita somente em Toledo, no oeste do estado, e faz parte de um estudo da Pfizer, em que o município representa os países em desenvolvimento.
De acordo com Beto Preto, a campanha de vacinação contra a covid deve continuar em 2022.
“Estamos aguardando, mas fatalmente vai acontecer. Eu entendo que é um assunto que pode vir de acordo, mais ou menos parecido, com o que ocorre hoje com a vacinação da gripe influenza, que todo ano tem uma nova campanha”, disse.
Cirurgias eletivas
O secretário de saúde do estado disse que a retomada das cirurgias eletivas, que não são consideradas urgentes, é uma das prioridades da gestão para depois da pandemia.
O estado possui cerca de 80 mil processos eletivos em atraso, entre cirurgias, exames e consultas. Conforme informações da Sesa, pode levar até três anos para que a demanda de atendimento desde 2020 seja atendida.
O estado possui R$ 50 milhões disponíveis para realizar as cirurgias eletivas até o próximo ano. valor, segundo o governo, é cerca de quatro vezes maior do que o recurso de 2019, quando havia R$ 12 milhões disponíveis.
Do total, R$ 15 milhões em recursos serão do governo do estado, além de recursos fornecidos por um fundo de garantia dos direitos dos consumidores, aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que deve ser repassado para a Sesa.
Conforme Beto Preto, a secretaria aguarda envio de dinheiro por parte do Governo Federal para investimento na redução das filas por cirurgias eletivas no Paraná.
“O Governo Federal também vai participar, aí não sabemos o valor, mas não adianta só colocar o recurso. Para colocar tudo para funcionar novamente vai ser necessário muito diálogo, muita ação”, afirmou.
Com G1