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Paraná Operadores de propina

“A corrupção mata e continua a matar”, dizem procuradores em ação contra desvios em rodovias do Paraná

(Foto: Divulgação)

O Ministério Público Federal pediu nesta semana à Justiça a condenação de Jorge Atherino, Deonilson Roldo e outros nove réus, suspeitos de serem operadores de propina no governo do Paraná. Eles respondem a uma ação da Operação Lava Jato que acusa membros do governo de Beto Richa de receber vantagens indevidas pela realização de obras em rodovias federais no estado. Os valores teriam sido pagos pela empreiteira Odebrecht, em 2014, num total de R$ 4 milhões.

O empresário Jorge Atherino é acusado de ter recebido e distribuído a propina, em favor do ex-governador e de outros membros do governo. Em interrogatório à Justiça, Atherino afirmou que participou da arrecadação de doações durante a campanha de reeleição de Richa, em 2014, e que o dinheiro pago pela Odebrecht se destinava ao caixa dois da campanha. Já o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, teria acertado o pagamento da propina pela Odebrecht, em troca da concessão da PR-323, que liga Maringá a Francisco Alves, no noroeste do estado. A defesa de Deonilson afirmou que não houve ilícitos nas negociações com os empresários, e sustenta que o ex-chefe de gabinete é inocente.

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Os pedidos de condenação do Ministério Público foram apresentados nesta terça (9), em memoriais de alegação final à Justiça. Para os procuradores, há provas inequívocas de que o grupo agiu para solicitar vantagens indevidas no âmbito do governo do Paraná. O documento ainda destaca que a PR-323 acabou não sendo duplicada pela Odebrecht, como previa o contrato, e que, nesse período, ocorreram 52 mortes em acidentes na rodovia. Para o MPF, é um exemplo de que “a corrupção mata e continua a matar”.

Agora, as defesas têm até a semana que vem para apresentarem alegações finais. Essa é a última etapa da ação penal antes da sentença. O juiz responsável pelo processo é Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba.

 

Com Band News

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