A falta de chuvas está trazendo preocupações e danos para agricultores no Paraná. O prejuízo das lavouras do Estado até o fim de 2021 era de R$ 10 bilhões, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab).
De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à secretaria, as perdas já somam R$ 16 bilhões no Estado em 2022.
O Deral informa que da estimativa inicial dessa safra, que era de 21 milhões de toneladas de grãos, devem ser concretizadas apenas 8 milhões de toneladas.
Os agricultores dizem que o rendimento da lavoura de soja, de quarenta sacas por hectare, não deve pagar nem os custos de produção. Para eles o ideal seria colher de 80 a 90 sacas por hectare.
Segundo a Secretaria da Agricultura do Paraná, esta é uma situação que se repete com outras produções e em todo o Paraná.
Movimentação nacional
Para tentar minimizar os impactos desse cenário, a Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil, com apoio do CREA, apresentou ao governo federal uma série de propostas para ajudar os produtores.
“Este manifesto já foi apresentado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. São apresentadas soluções possíveis a curta, médio e longo prazo, que passam pela liberação de crédito, tanto emergencial quanto de custeio para novas lavouras, quanto para aquisição de sistemas de irrigação, adoção de práticas conservacionistas de solo e água, pensando não apenas como soluções imediatas, mas também ações preventivas”, afirma Thyago Giroldo Nalim, gerente regional do CREA/Pr.
O documento sugere 31 medidas como liberação de crédito emergencial, apoio técnico para implantação de sistemas de irrigação e estabelecimento de políticas agrícolas para manejo do solo. O governo federal não deu um prazo para dar retorno sobre o tema.
Com G1