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Paraná FIRST LEGO League

Alunos do SESI de 22 municípios podem representar Paraná no maior torneio de robótica do país

(Foto: Divulgação)

Alunos de 28 equipes do SESI podem representar o Paraná na etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL), principal competição da categoria no país. Para chegar lá, os jovens terão que superar os demais concorrentes na seletiva estadual que ocorre a partir desta quinta-feira (13), em Curitiba. No total, 44 times participam da disputa.

Uma das equipes que pode competir em São Paulo, na etapa nacional, é a “Digital Clashers”, do SESI de Londrina. Os oito alunos do time desenvolveram um aplicativo que pode ajudar as autoridades a resolver problemas como a falta de iluminação pública na cidade. O projeto nasceu ao constatarem que a prefeitura local tem dificuldades em identificar esse e outros tipos de problemas.

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“Descobrimos que, na cidade, essa pesquisa é feita manualmente, indo até os locais e ouvindo as pessoas. Então, vimos que esse aplicativo é uma maneira de alcançar um público maior, com mais facilidade e de forma mais confiável. Estamos tentando suprir uma necessidade da própria prefeitura”, explica o técnico da equipe Matheus Dias.

Para auxiliar famílias desabrigadas, vítimas de enchentes, os alunos do SESI de Rio Negro criaram uma divisória naval de fibra de eucalipto, com chuveiros pré-moldados. Cada divisória tem, em média, 14 metros quadrados com dois metros de altura e pode abrigar uma família de quatro pessoas. “As divisórias levariam cerca de uma hora e meia para serem montadas”, conta a aluna Kassia Cardoso, de 16 anos, ao lembrar que esse material substitui, por exemplo, paredes de concreto e pode ser instalado rapidamente em ginásios e igrejas.

Além de Londrina e Rio Negro, participam da seletiva estadual equipes do SESI de Foz do Iguaçu, Capanema, Palmas, Quatro Barras, Cascavel, Curitiba, Jaguariaíva, Araucária, Paranaguá, Dois Vizinhos, Cambé, Apucarana, União da Vitória, Bandeirantes, Francisco Beltrão, Paranavaí, Campo Mourão, Cianorte, Irati e Campo Largo.

A COMPETIÇÃO

A etapa nacional do Torneio de Robótica FLL reunirá 100 equipes. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Todo ano, a FLL traz uma temática diferente. Em 2020, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.

Com assessoria

 

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