O policial federal penal Jorge José da Rocha Guaranho, acusado de matar o tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, está sedado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e em estado estável.
As informações foram repassadas pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP-PR) na tarde desta terça-feira (12). Sem dar maiores detalhes, a nota diz não haver há previsão de alta de Guaranho da UTI.
O crime aconteceu na noite do sábado (9). Marcelo Arruda, de 50 anos, foi morto a tiros na própria festa de aniversário – com temática do Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula. O policial penal federal é acusado de ter cometido o crime.
A festa de aniversário tinha como tema o PT e o ex-presidente Lula. A comemoração era realizada na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu, na Vila A.
No dia do crime, Marcelo revidou os disparos de Guaranho. O policial foi atingido pelo petista e também agredido na cabeça por pessoas que estavam na festa.
O policial penal foi levado para o Hospital Municipal e transferido para o Hospital Ministro Costa Cavalcante na noite de segunda-feira (11).
Guaranho teve prisão preventiva decretada na segunda e ainda não possui defesa.
O caso
Câmeras de segurança registraram o momento em que o policial penal chegou de carro e parou na porta da festa. Ele fez uma manobra e virou o carro. Marcelo e a esposa saíram e houve uma discussão.
O boletim de ocorrência informa que Guaranho chegou no local de carro e que no veículo estavam também uma mulher e um bebê.
Depois de alguns segundos, o policial foi embora. Ele voltou ao local minutos depois no mesmo carro, desceu do veículo e atirou ainda do lado de fora.
Segundo o documento, ele desceu do carro armado, gritando: “Aqui é Bolsonaro!”. De acordo com o boletim, o policial penal não era conhecido de ninguém na festa nem foi convidado.
O homem, em seguida, entrou no salão de festas, onde teria disparado novamente contra Marcelo.
Outra câmera, instalada no salão onde ocorria a festa de aniversário, registrou o momento em que o tesoureiro do PT foi baleado.
Ao ser atingido, Marcelo Arruda, que estava armado, revidou. Nas imagens da câmera, ele aparece caindo no chão do salão.
O atirador fez, então, outros disparos, conforme mostra o vídeo. Em seguida, uma mulher – que, segundo a polícia, seria a esposa de Marcelo – tentou impedir que o homem continuasse e o empurrou.
Com G1