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Aquário a 700 quilômetros do mar usa sal importado de Israel para manter espécies marinhas no Paraná

Em Foz do Iguaçu, estrutura produz milhões de litros de água salgada para abrigar mais de 120 espécies oceânicas


calendar_month 9 de março de 2026
3 min de leitura

Um aquário localizado a mais de 700 quilômetros do mar, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, importa sal de Israel para produzir água salgada e manter centenas de animais marinhos.

Desde o início da operação, em novembro de 2025, o AquaFoz produziu cerca de 3,5 milhões de litros de água salgada e consumiu aproximadamente 80 toneladas de sal.

Segundo o aquário, mais de R$ 500 mil foram investidos até o início de 2026 com a importação do produto, essencial para reproduzir as condições químicas da água do mar.

Atualmente, o aquário abriga em tanques que simulam o ambiente oceânico mais de 120 espécies marinhas, como tubarões, raias e cavalos-marinhos.

Como a água salgada é produzida

Sal é importado de Israel — Foto: AquaFoz

A água salgada no local é produzida a partir da mistura de água doce com um sal marinho fabricado especialmente para aquários.

A fórmula garante a salinidade e o equilíbrio químico necessários para a sobrevivência dos animais, com a presença de elementos como sódio, cloreto, magnésio e cálcio.

AquaFoz abriga várias espécies de rios e oceanos — Foto: AquaFoz/ Kiko Sierich

“Essa formulação é importante para garantir a mesma composição da água do mar natural. Todo o processo é acompanhado por um monitoramento rigoroso de parâmetros como salinidade, pH, temperatura e dureza da água”, explica o biólogo-chefe do AquaFoz, Rafael Santos.

Os pedidos de sal são feitos, em média, a cada três meses. O produto percorre cerca de 10 mil quilômetros até chegar à região da tríplice fronteira. O custo médio é de R$ 7 por quilo.

Manutenção diária

Dezenas de toneladas de sal foram importadas para produzir 3,5 milhões de litros de água salgada — Foto: AquaFoz

A manutenção dos tanques é feita diariamente por tratadores, que realizam mergulhos para a limpeza dos acrílicos, a retirada de resíduos do fundo e a alimentação dos animais. Uma equipe técnica também monitora o funcionamento de bombas, filtros e compressores.

Segundo o biólogo Rafael Santos, no início da operação o consumo de sal foi maior, uma vez que os tanques estavam vazios.

“Um dos principais desafios é a distância do mar. Por isso, contamos com equipes especializadas na produção de água salgada, controle rigoroso da qualidade da água, monitoramento dos animais e sistemas de filtragem que funcionam 24 horas por dia”, afirma.

A expectativa é que, com o sistema estabilizado, cerca de 20% a 30% do volume total de água seja renovado mensalmente.

O aquário preza pela educação ambiental e conservação — Foto: AquaFoz/ Kiko Sierich
O aquário preza pela educação ambiental e conservação — Foto: AquaFoz/ Kiko Sierich

Com g1

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