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Aumento nos casos de dengue intensifica distribuição de medicamentos e inseticidas no Paraná, afirma Beto Preto

Regionais de Saúde com mais casos confirmados são Foz do Iguaçu, Paranavaí, Londrina, Cornélio Procópio e Paranaguá


calendar_month 3 de maio de 2023
4 min de leitura

Diante do aumento do número de casos e mortes por dengue no Paraná, o secretário de saúde Beto Preto informou nesta quarta-feira (3) que, nas últimas semanas, a pasta intensificou a distribuição de medicamentos e insumos no Estado.

Ainda de acordo com o secretário, o Estado deve receber nos próximos dias, novos estoques de inseticidas parecidos com o fumacê.

“Ao longo das últimas semanas, implementamos a distribuição de mais recursos do nosso programa de vigilância sanitária, também estamos tentando suprir com insumos do estoque, outros estamos comprando, exaurindo as atas de registro de preço, para poder suprir com medicamentos e insumos”, disse Beto Preto.

Na terça-feira (2), a Sesa confirmou mais seis mortes por dengue no Paraná, cinco delas somente em Municípios da região de Londrina.

Com os novos números, o Estado passa de 15 para 21 óbitos pela doença dentro do período epidemiológico, que começou em 31 de julho de 2022.

O fumacê, que pulveriza o inseticida responsável por matar os mosquitos adultos transmissores da dengue, está em falta em todo o Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

“Podemos utilizar, temos equipamentos novos, tudo preparado. Mas precisa ter a compra do Ministério para entregar aos Estados”, disse.

Por fim, o secretário reforça que a população tome os cuidados necessários.

Casos confirmados

A Sesa explicou que, dentro do cenário epidemiológico, são 6.889 novos casos de dengue no Paraná, que soma 35.433 confirmações.

Segundo o boletim, o Estado tem 191.819 notificações da doença, 22.841 a mais do que o levantamento anterior.

O estado confirmou 21 mortes pela doença dentro do período epidemiológico, que começou em 31 de julho de 2022.

De acordo com a Sesa, as mortes são de homens e mulheres entre 59 e 87 anos.

Homem, 59 anos, com comorbidades, morador de Londrina – óbito registrado em 26/03
Homem, 68 anos, com comorbidades, morador de Ibiporã – óbito registrado em 18/03
Homem, 69 anos, com comorbidades, morador de Londrina – óbito em 06/04
Homem, 87 anos, com comorbidades, morador de Prado Ferreira – óbito em 24/03
Mulher, 62 anos, com comorbidades, moradora de Londrina – óbito em 26/03
Homem, 72 anos, com comorbidades, morador de Foz do Iguaçu – óbito em 06/04

As Regionais de Saúde com mais casos confirmados são Foz do Iguaçu, Paranavaí, Londrina, Cornélio Procópio e Paranaguá

Combate ao mosquito

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também pode causar outras doenças como zika e chikungunya.

A Sesa alerta para a necessidade de estar atento a possíveis criadouros do mosquito, eliminando locais de risco e evitando a propagação das doenças.

Prevenção contra o Aedes Aegypti

Mantenha o terreno de casa sempre limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros;

Tampe os tonéis e caixas d’água;

Mantenha as calhas sempre limpas;

Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

Mantenha lixeiras bem tampadas;

Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;

Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;

Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas sujas, por exemplo;

Deixe portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;

Coloque repelentes elétricos próximos às janelas. O uso é contraindicado para pessoas alérgicas; velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados;

Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa;

Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas da casa;

Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;

Repelente: o produto é capaz de proteger as partes expostas do corpo e afastar o Aedes aegypti, pernilongos e outros insetos, evitando as picadas. No entanto, o uso do repelente não exclui a necessidade de manter a casa e quintal limpos e livres de criadouros.

Com G1

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