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Baixa umidade do ar no Paraná aumenta “choque” entre pessoas e objetos; entenda os motivos

Paraná está sob alerta laranja de perigo para baixa umidade do ar a partir de segunda-feira (9), o que dificulta a dissipação das cargas elétricas, segundo o físico Igor Konieczniak


calendar_month 10 de setembro de 2024
3 min de leitura

O Paraná está sob alerta laranja de perigo para baixa umidade do ar a partir desta segunda-feira (9), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e, em dias de tempo seco, muitas pessoas relatam a sensação de levar pequenos choques ao encostar em objetos metálicos, tecidos ou até em outras pessoas.

Segundo Inmet, a umidade relativa do ar no Paraná deve variar entre 12% e 20%. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal para saúde é entre 50% e 80%.

O físico e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Igor Konieczniak, explica que este fenômeno é causado pela eletricidade estática, uma carga elétrica que se acumula nos objetos e no corpo humano e que se torna mais comum em ambientes com baixa umidade relativa do ar.

“Nós somos formados por matéria elétrica, somos formados por elétrons e prótons. Tudo é formado por isso. Normalmente, a matéria é neutra, ou seja, cada objeto tem exatamente o mesmo número de prótons e elétrons, então fica tudo normal”, explica.

O professor explica ainda que os objetos possuem afinidades diferentes aos elétrons. Por isso, quando esfregam materiais diferentes uns nos outros, é natural que haja trocas de cargas elétricas entre eles, causando um “desbalanço” e os objetos ficam carregados eletricamente.

Ao esfregar tecidos, a pessoa pode transferir ou ganhar elétrons, que resulta no acúmulo de eletricidade estática.

Quando há uma diferença significativa de carga entre o corpo e outro objeto, ocorre a descarga elétrica, ou o “choque”.

Como tempo seco intensifica os choques?

O professor explica que a umidade do ar desempenha um papel importante na dissipação dessas cargas. Porém, em tempos de clima seco, o ar contém menos umidade, dificultando a neutralização.

“Quando o clima fica muito seco, essa carga elétrica demora mais para se dissipar, porque a umidade do ar ajuda a conduzir os elétrons pro ar ou pra outros materiais, que ficam úmidos”, disse.

O aviso indica risco de incêndios florestais e problemas à saúde.

Como prevenir os choques?

A eletricidade estática é um fenômeno comum. Ao cuidar da umidade do ambiente e da escolha de materiais no dia a dia, é possível diminuir as chances de receber as descargas inesperadas.

Veja algumas dicas:

Manter o ambiente umedecido: O uso de umidificadores de ar pode ajudar a equilibrar a umidade e evitar o acúmulo de cargas estáticas.

Hidratar a pele: A pele seca também é mais suscetível à eletricidade estática. O uso de cremes hidratantes pode reduzir a ocorrência de choques.

Evitar tecidos sintéticos: Roupas e tapetes feitos de materiais sintéticos tendem a acumular mais eletricidade estática. Optar por tecidos naturais, como algodão, pode ajudar.

Andar descalço em casa: Sapatos com solado de borracha aumentam a geração de eletricidade estática. Andar descalço ajuda a minimizar a transferência de cargas.

Tocar em superfícies metálicas regularmente: Para descarregar a eletricidade acumulada no corpo, tocar com frequência em superfícies metálicas pode ajudar.

Com G1

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