O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) chamou como testemunhas de defesa o primo dele, Luiz Abi Antoun, que está no Líbano desde 22 setembro de 2018, e o ex-delegado da Receita Estadual José Luiz Favoreto Pereira, condenado na Operação Publicano.
A indicação das testemunhas faz parte da defesa prévia de Richa, apresentada em 27 de fevereiro na ação penal que responde na 23ª Vara Federal de Curitiba, decorrente da Operação Integração – que investiga pagamento de propina a Richa e outros agentes públicos por empresas de pedágio.
Em nota, o advogado Walter Bittar, responsável pela defesa de Beto Richa, informou que as testemunhas chamadas revelarão fatos importantes para demonstrar porque a acusação é injusta.
“São testemunhos técnicos e de fatos que precisam ser esclarecidos. A defesa baseia-se em aspectos técnicos, inerentes ao processo. Por fim, reitera-se a confiança no Poder Judiciário”, diz a nota.
ACUSAÇÃO
Beto Richa foi preso em janeiro por ordem do juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba. O ex-governador foi solto por determinação do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha.
No final de janeiro, a Lava Jato apresentou duas denúncias contra suposto esquema que teria desviado R$ 8,4 bilhões por meio de supressões de obras rodoviárias e aumento de tarifas em concessões do Anel de Integração. Uma acusação contra o núcleo político e outra contra o núcleo econômico.
Os procuradores afirmam que as propinas que teriam sido pagas em troca dos benefícios às concessionárias chegaram a pelo menos R$ 35 milhões.
Na acusação contra os agentes públicos, foram denunciados Beto Richa e seu irmão, José Richa Filho (Pepe Richa) – ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná -, e mais oito investigados, pelos crimes de pertencimento à organização criminosa e corrupção passiva.
Segundo a força-tarefa, Beto e Pepe são acusados de comandar o esquema de propinas das rodovias federais no Paraná.
Com RPC TV, Bem Paraná e agências