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Bolsonaro diz que, se depender do governo federal, Estrada do Colono pode ser reaberta

calendar_month 24 de maio de 2019
3 min de leitura

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou na quinta-feira (23) que, se depender do governo federal, a Estrada do Colono, no Paraná, poderá ser reaberta.

A declaração foi feita em Cascavel, de onde ele seguiria para a inauguração da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu em Capanema, no sudoeste. A viagem para o sudoeste foi cancelada por causa do mau tempo.

O antigo caminho tem cerca de 17,6 km e corta o Parque Nacional do Iguaçu entre os municípios de Serranópolis do Iguaçu e Capanema. A estrada está fechada por determinação judicial desde 2001.

“A Estrada do Colono, se depender de nós, a licença ambiental vai ser dada. Ajuda a desenvolver até o turismo nessa área. O que a gente puder fazer pelo Paraná e pelo Brasil a gente vai fazer, sem qualquer entrave. E, nós devemos destravar o Brasil”, disse o presidente.

Apesar da declaração de Bolsonaro, não está claro se a estrada será de fato reaberta ou se há algum outro impedimento na Justiça.

 

Estrada-parque

Em 2013, houve uma tentativa de reabertura da estrada por meio de um Projeto de Lei da Câmara (PLC) 61/2013 apresentado pelo então deputado federal Assis do Couto (PDT). A proposta prevê que seja uma estrada-parque, com controle de trânsito e ações de preservação ambiental.

Após receber uma série de alterações e ser desarquivado, o projeto foi encaminhado no dia 17 de abril para o relator na Comissão de Serviços de Infraestrutura (Secretaria de Apoio à Comissão de Serviços de Infraestrutura), o senador Elmano Férrer, do Piauí.

 

Baixo Iguaçu

Instalada no trecho final do Rio Iguaçu, a hidrelétrica que custou R$ 2,3 bilhões tem potência instalada de 350 megawatts (MW) e capacidade para produzir energia suficiente para atender mais de um milhão de pessoas.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) é sócia do empreendimento e detém 30% de participação na usina, que começou a operar em janeiro. O restante pertence à Neoenergia.

A concessão da usina foi licitada pelo governo federal em 2008, mas as obras só tiveram início em julho de 2013, depois de uma série de entraves envolvendo, entre outros, licenças ambientais e protestos de agricultores que tiveram as terras alagadas para a formação do reservatório.

E, por conta de supostos danos irreversíveis ao Parque Nacional do Iguaçu, vizinho da usina e que abriga as Cataratas do Iguaçu, a Unesco chegou a publicar um relatório ameaçando anular o título de patrimônio natural da humanidade concedido à unidade em 1986.

 

Radares móveis

Em Cascavel, o presidente também afirmou que pretende “acabar” com a fiscalização por radares móveis nas rodovias federais do país. Ele disse que conversou com o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) a respeito; a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está subordinada a Moro.

“Nós temos pardal escondido atrás da árvore. Então, agora, conversando com o Sergio Moro, que a PRF tá com ele também, nós queremos acabar com os radares móveis também, que é uma armadilha pra pegar os motoristas”, disse Bolsonaro, sem dar detalhes.

A operação de radares móveis nas rodovias federais cabe à PRF.

Uma decisão em vigor da Justiça Federal, porém, proíbe a retirada ou substituição de radares de rodovias federais – exceto se estiverem danificados. A sentença é de 10 de abril, da juíza Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal de Brasília.

 

Com G1 PR e RPC Cascavel 

 
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