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Bússola da Inovação do Sistema Fiep: Oeste apresenta bons resultados

calendar_month 1 de agosto de 2019
4 min de leitura

Com a realização de uma pesquisa do Observatório Sistema Fiep traçou o perfil de inovação nas indústrias do Paraná. O estudo conhecido como Bússola da Inovação é atualizado pelo Sistema Fiep a cada dois anos. Os dados foram divulgados na quarta-feira (31) e reúne indicadores importantes para que empreendedores possam reavaliar o planejamento das empresas e ter mais segurança para tomar suas decisões, além de trazer orientações e indicativos para os gestores públicos e base de estudo para as instituições de ensino superior.

O objetivo da pesquisa é avaliar como está o nível de esforços, de gestão e os resultados obtidos a partir da implantação de projetos inovadores. Mais de 900 empresas de 21 segmentos industriais, distribuídas entre 113 municípios do Paraná, participaram desta edição, sendo 81% delas micro ou pequeno porte.

“O Sistema Fiep lança essa publicação que aponta o fechamento de um grande esforço em promover resultados em diversas áreas para permitir que ocorra melhores práticas voltadas a inovação”, avalia o pesquisador Observatório do Sistema Fiep Augusto Machado. Ele acompanhou os trabalhos no Oeste no Paraná.

Os resultados desta edição revelam uma sensível evolução em relação à anterior. Esse índice foi considerado positivo em função do período de crise dos últimos anos. Um exemplo é que 52% das empresas executam atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), mas apenas 5% têm procedimentos bem definidos e só 9% consideram isso como alta prioridade. Outro ponto da pesquisa que chama a atenção é em relação aos métodos de proteção, que são procedimentos que garantem mais segurança às inovações, dificultando cópias e imitações.

 

Oeste

“O Oeste tem se destacado no quesito inovação e apresenta tendência positiva. Conseguimos atingir mais de 60 empresas na região durante o período em que estive promovendo eventos e capacitações para o setor. Esse contato permitiu levantar que ocorreu o crescimento das empresas, apesar de vivermos um momento de crise”, reforça Machado.

O pesquisador destaca que um dado levantado foi que apenas 33% das empresas desenvolvem a captação de recursos para investimentos na inovação, enquanto que 67% utilizam recursos próprios para isso. “Existem recursos disponíveis para esse tipo de desenvolvimento. Já conseguimos gerar algum tipo de interesse nos gestores para que busquem essa captação junto aos órgãos competentes”.

 

Desafios

A pesquisa aponta uma lista de desafios para que o crescimento possa ser maior. Machado cita que existem três obstáculos que merecem mais atenção. “Um deles é que a maioria das empresas não gerou inovação de impacto nacional ou mundial que possa atingir um nicho de mercado mais elevado, ou seja, 57% delas criaram um novo produto ou melhorou significativamente o já existente, mas apenas para atender os anseios locais”.

O segundo desafio, conforme Machado, é a evolução de competências técnicas e de relacionamento. Ele pontua que é preciso construir um ambiente de que atenda essas exigências para agregar valor aos negócios. “Já o terceiro obstáculo é promover a interação entre os diversos atores do ecossistema para proporcionar melhorias no universo da inovação. O Sistema Fiep tem desenvolvido diversas ações para fomentar essas interações”, evidencia.

 

A pesquisa

A Bússola da Inovação está na quarta edição e contém dados de 906 indústrias, de 21 setores, instaladas em 113 municípios do Paraná. Os dados foram coletados entre fevereiro e dezembro de 2018 e compilados ao longo de 2019. A mobilização de empresas contou com apoio da ABRH Paraná, Agência Paraná de Desenvolvimento, Agência Curitiba, Assespro Paraná, BRDE, Fomento Paraná, Finep, Separtec, lideranças regionais, sindicatos e startups. Os resultados podem ser acessados gratuitamente no endereço www.bussoladainovacao.org.br.

 

Resultados

A maioria das empresas obteve resultados expressivos com os investimentos em inovação. Também foi detectado que os esforços estão divididos em duas ou mais frentes. Cinquenta e sete por cento melhoraram produtos existentes ou desenvolveram algo novo. E 49% ampliaram a eficiência de processos internos e implantaram melhores práticas de gestão. Apenas 14% investiram em novos processos de distribuição.

 

Com Jornal do Oeste

 
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