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Censo apura quantidade de onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu

calendar_month 5 de dezembro de 2018
2 min de leitura

Pesquisadores estão fazendo um censo para saber quantas onças-pintadas vivem no Parque Nacional do Iguaçu. O levantamento é feito em conjunto com pesquisadores argentinos e deve ser divulgado em fevereiro de 2019.

A onça-pintada, maior felino do continente americano, é uma espécie ameaçada de extinção.

Levantamentos anteriores indicam que, entre 2009 e 2016, a população do felino quase dobrou. Antes, a estimativa era de que 12 onças viviam na unidade de conservação. O último censo apontou 22.

O levantamento é feito com a ajuda de 96 câmeras instaladas em 48 pontos estratégicos do parque nacional, tanto do lado brasileiro, como do lado argentino (Foto: Reprodução/RPC)

A expectativa é de que o número tenha aumentado, já que a onça batizada de Atiaia pelos pesquisadores do Projeto Onças do Iguaçu tem sido vista com frequência com mais três filhotes.

O levantamento é feito com a ajuda de 96 câmeras instaladas em 48 pontos estratégicos do parque nacional, tanto do lado brasileiro, como do lado argentino, já que elas atravessam o Rio Iguaçu e circulam pelos dois países.

“A gente usa duas câmeras para poder registrar os dois lados das onças-pintadas. Como elas têm um padrão de manchas único, é como se você estivesse registrando a impressão digital de dois dedos. Assim você consegue identificar o animal em qualquer lugar que ele passe”, disse o pesquisador Carlos Brocardo.

Além de identificar os animais, as imagens ajudam os pesquisadores a alertar a população sobre a presença das onças na reserva – que recebe turistas na área de visitação, em Foz do Iguaçu, e é cercada de propriedades rurais.

O Parque Nacional do Iguaçu é considerado o último reduto de onças-pintadas do sul do país.

Durante o levantamento, uma das armadilhas fotográficas instaladas no parque foi destruída por uma das onças (Foto: Projeto Onças do Iguaçu/Divulgação)

O trabalho de preservação da espécie inclui o monitoramento e a conscientização dos moradores vizinhos ao parque para que não matem os felinos e evitem que as criações de animais sejam atacadas pelas onças.

“A nossa expectativa é que esta população continue crescendo e que a gente confirme que tenha havido de novo um incremento nesta população”, completou Brocardo.

 

Com G1

 
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