A área de cultivo é de 423.325 hectares com estimativa de produção de 2.087.415 toneladas.
A segunda safra do milho na região pode ter uma queda de cerca de 17%.
O tempo úmido e a chuva dos últimos dias paralisaram as atividades nas lavouras, mas, segundo o técnico do Deral, João Luiz Raimundo Nogueira, isso não interferiu na produção.
Já as lavouras de trigo ocupam 30.620 hectares na Regional de Toledo.
Nogueira salienta que é uma área maior que a do ano passado quando a Regional tinha 16.470 hectares de lavouras de trigo, praticamente o dobro, e esse aumento se deu por conta do atraso no plantio do milho.
Com essa troca na produção no campo, o profissional do Departamento de Economia Rural enfatiza que o agricultor que plantou trigo e já comercializou boa parte do produto pode ter feito um bom negócio.
No campo, 20% das lavouras de trigo estão em fase de floração, 66% estão em formação de grãos, e 14% no estágio de maturação.
Nogueira estima que, se o tempo colaborar, daqui uns 10 a 15 dias alguns produtores começam a colher.
O preço da saca 60 quilos de trigo é comercializado a R$ 48 e, segundo o técnico do Deral, é um preço bom se comparar com o histórico nos últimos anos.
Entretanto, a disparada do dólar, sendo cotado a 4 reais e 07 centavos no final da tarde da última quarta-feira, prejudica a importação do grão.
Diferente do trigo, já que o Brasil é importador, o cenário econômico atual pode favorecer a comercialização do milho, hoje cotado a 32 reais a saca.
João Luiz Nogueira revela que o milho está com mercado crescente lá fora e o o produto brasileiro está bem valorizado.
Apesar de haver um problema interno de logística do frete que atrapalha muito a venda, existe uma procura pelo produto.
Com Rádio Difusora FM