A variedade da fauna local faz com que os bichos circulem pelas vias durante todo o ano, mas nesta época, e até o fim do inverno, muitos procuram o asfalto para se aquecer. São capivaras, cachorros-do-mato, veados, furões e até grandes felinos que podem ser atingidos por um(a) motorista mais imprudente.
Com a mudança da estação, que começou na última quinta-feira (20), o avistamento de animais pode ser mais recorrente nos trechos de grande movimentação de veículos.
Desde o final de 2017, a velocidade máxima em toda a usina é de 60 km/h – inclusive no trecho onde os motoristas costumavam pisar mais fundo, na Itaipu Binacional. Em trechos de maior circulação de animais silvestres é preciso pôr ainda menos peso no acelerador.
A Diretoria de Coordenação está atenta à presença de uma variedade de espécies, incluindo as onças-pardas (Puma concolor). Apesar de terem hábitos noturnos, elas podem ser avistadas durante o dia em áreas protegidas, como o Parque Nacional do Iguaçu e nas matas do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), que estão conectadas à Central Hidrelétrica Itaipu (CHI).
Segundo a Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD), em caso de encontros com pumas, o importante é manter a calma porque, em geral, o animal quer sair deste encontro, tanto quanto quem ao avistou. Ataques de grandes felídios a humanos é algo muito raro e, quando acontecem, geralmente são causados pela pessoa que tenta se aproximar do bicho, o persegue ou encurrala.
O que devo fazer?
Se houver avistamento de onça-parda, entre em contato com o pessoal da MARP.CD pelos ramais 5616, 5617 ou 5618. Se fizer imagens, evite disseminá-las pelo WhatsApp ou para outras pessoas que não os especialistas da MARP.CD. Mesmo com boa intenção, isso alimenta o medo infundado e até coloca em ameaça a vida destes animais.
“O avistamento constante de animais silvestres nas áreas protegidas de Itaipu é um indicador de sucesso das ações de conservação ambiental desenvolvidas pela empresa ao longo dos anos. É motivo de comemoração e não deve ser uma preocupação”, ressaltou o gerente de Departamento de Reservatório e Áreas Protegidas, Edson Zanlorensi.
Confira as dicas
- Evitar andar sozinho, principalmente em áreas próximas a matas ou áreas que sejam usadas como corredores de deslocamento de animais;
- Em caminhadas por trilhas, manter as crianças sempre perto;
- Se você encontrar restos de animais mortos (presas), afaste-se, pois o puma pode estar por perto;
- Evite descansar em áreas de mata (prefira áreas abertas).
- O que fazer, caso se depare com um puma ou onça-pintada:
- Mantenha-se calmo, não corra, não dê as costas para o animal e mantenha o contato visual;
- Não encurrale o animal: deixe uma rota de fuga para ele;
- Cuide das crianças para que elas não corram, mantendo-as junto de você. Por serem pequenas, crianças podem ser interpretadas pelo animal como potenciais presas;
- Procure parecer maior, mantendo-se em pé, levantando e movimentando os braços ou agitando o que tiver nas mãos (casaco, por exemplo);
- Vocalize, bata palmas ou faça barulho com apito ou buzina;
- Não suba em árvore ou rocha;
- Não se aproxime ainda mais do animal, principalmente se ele estiver se alimentando;
- Se você estiver em um veículo, não desça para segui-lo.
Com JIE Itaipu