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Paraná

Cidades pequenas ficam ainda menores no Paraná e desafiam orçamento

Quando população 'encolhe', repasse federal ao município também diminui


calendar_month 13 de janeiro de 2023
2 min de leitura

Dados preliminares do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que cidades do Paraná com menos moradores ficaram ainda menores. A diminuição da população é um problema, porque afeta o orçamento dos municípios.

O coordenador técnico do censo, Flavio Toberto Shuiler de Oliviera, destaca que a contagem populacional feita pelo IBGE impacta, por exemplo, na distribuição de cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calculou que o Paraná terá uma perda anual de quase R$ 146 milhões por ano por causa da queda dos repasses do FPM em 28 cidades.

O município de Mariluz, no noroeste do estado, é um dos que viu o número de habitantes reduzir. O prefeito Paulo Armando da Silva cita que o Executivo terá que ajustar as finanças.

“Teremos que mudar a nossa forma de fazer gestão: tentar economizar, enxugar a nossa despesa corrente líquida, para que nós possamos deixar as nossas contas em dia.”

Segundo a prévia do levantamento, dos dez menores municípios do estado, seis ficam no noroeste:

Jardim Olinda
Nova Aliança do Ivaí
Esperança Nova
Guaporema
Uniflor
São Manoel do Paraná

A menor cidade do estado segue sendo Jardim Olinda. Porém, os dados do IBGE mostram que a cidade encolheu: no censo de 2010 eram 1.409 habitantes, a pesquisa encerrada em 2022 indica que agora 1.280 vivem no município.

O estudante Adrian Carvalho de Lima nasceu em Jardim Olinda e hoje mora em Paranavaí, a cerca de cem quilômetros.

A família ficou por lá O filho deixou a cidade natal para fazer faculdade de Educação Física – e não pretende voltar. A maioria dos amigos dele fez o mesmo, em busca de oportunidades de estudo e de emprego.

“Eu pretendo continuar a jornada acadêmica em outras cidades maiores, com outras oportunidades também”, disse.

O sociólogo Rafael Egídio explica que municípios que registram redução das populações muitas vezes não vem se adequando “à modernidade do setor urbano brasileiro”.

Com G1

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