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Com chuvas do fim do ano, seca recua no Norte do Paraná, aponta monitor nacional

No Norte, a seca passou de moderada para fraca. Em cidades como Jacarezinho e Cambará, houve o recuo da seca grave para a seca moderada


calendar_month 20 de janeiro de 2026
4 min de leitura

O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), publicado neste mês, aponta que a seca recuou no Norte e no Noroeste do Paraná, e avançou no Sul e Sudoeste do Estado. O estudo, realizado em parceria com vários institutos em todo o Brasil, foi coordenado nos últimos 30 dias pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Em setembro houve o avanço das secas fraca, moderada e grave no Norte do Paraná – ela que já vinha subindo desde agosto nas cidades que ficam na divisa com o estado de São Paulo. Por outro lado, devido às chuvas acima da média no Sudoeste, houve recuo da seca fraca. Em outubro a seca seguiu avançando pelo Estado, e em novembro começou a recuar.

O mapa de dezembro aponta que houve avanço da seca fraca no Extremo Sul e Sudoeste do Paraná, divisa com Santa Catarina. “Nestas regiões, nos últimos meses, as chuvas foram irregulares e ficaram abaixo da média histórica, contribuindo para o retorno da seca”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. Das 44 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, 19 registraram volume de chuva abaixo da média em dezembro.

Ao contrário destas cidades, outras 25 registraram chuva acima da média em dezembro. O destaque fica para Guaíra, que atingiu o maior acumulado de chuvas do mês: 517,2 milímetros, contra uma média histórica de apenas 175,1 milímetros. A cidade não registrava um acumulado de chuvas tão alto desde dezembro de 2020, quando chegou a 532,2 milímetros no mês.

A segunda cidade que registrou maior acumulado de chuva em dezembro de 2025 foi Cambará: 407,2 milímetros, enquanto a média histórica é de 144,9 milímetros. É o maior volume de chuvas em um mês na cidade desde a instalação da estação meteorológica, em julho de 1997.

Por conta de toda essa chuva, assim como foi em novembro, a seca seguiu recuando na maior parte do Paraná. “Chuvas acima da média histórica no Centro Norte e principalmente no Noroeste do Estado no final do ano passado, ainda durante a primavera, favoreceram a redução da seca fraca, então praticamente todo o Noroeste está sem seca relativa, enquanto que no Norte e Norte Pioneiro houve o recuo de pelo menos uma categoria”, ressalta Reinaldo.

No Norte, a seca passou de moderada para fraca. Em cidades como Jacarezinho e Cambará, houve o recuo da seca grave para a seca moderada. O norte dos Campos Gerais e a parte norte do Litoral, assim como o Norte Pioneiro, seguem com seca moderada. No resto da faixa Leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba, permanece registro de seca fraca.

Brasil

Nenhuma região brasileira registra, no momento, seca excepcional. A única região que ainda registrou seca extrema no mapa de dezembro do Monitor de Secas foi o Nordeste. A seca extrema atinge parte dos estados da Bahia, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Há registro de seca moderada em praticamente todo o Sudeste, parte do Centro-Oeste do Brasil, assim como no Tocantins. Nos outros estados do Norte há poucos registros de seca fraca. O Rio Grande do Sul é o único estado sem qualquer registro de seca nesta atualização do Monitor de Secas.

Monitor

O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo – como foi o caso do mapa de dezembro.

Foto: Simepar

Com Agência de Notícias do Estado do Paraná

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