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Paraná

Concessionárias diminuíram obras de duplicação e faturaram mais no Paraná, diz MPF

calendar_month 28 de setembro de 2018
2 min de leitura

Investigações da Operação Lava Jato sobre as rodovias pedagiadas do Paraná revelaram que as empresas investiram menos e faturaram mais do que estava previsto nos contratos originais.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), políticos e servidores públicos cobraram propina para beneficiar as concessionárias.

Na PR-407, que liga Pontal do Paraná a Paranaguá, no litoral do estado, por exemplo, foram duplicados apenas 3,5 quilômetros dos 19 previstos em contrato. A rodovia é administrada pela Ecovia, que ganhou concessão de vários trechos do litoral em 1997.

Um aditivo assinado em 2015 mudou os termos do contrato e a concessionária não precisou mais duplicar o trecho todo.

O Ministério Público Federal diz que outras concessionárias também foram beneficiadas da mesma maneira.

A BR-369, entre Cascavel e Campo Mourão, teria duplicação de 163 quilômetros, conforme contrato assinado como a Viapar. Os contratos, no entanto, foram mudados e reduziram a obra: primeiro, para 77 quilômetros de duplicação; depois, para apenas 5 quilômetros.

Motoristas reclamam do trânsito pesado, do valor do pedágio e do perigo. Neste ano, nove pessoas morreram em acidentes no trecho.

“Todo dia tem acidente aí. Sem palavras para esses caras aí. O que eles fazem com o dinheiro? Só fazem ‘rocinha’ nas beiradas [da estrada]?”, reclama um motorista.

Na PR-151, de Jaguariaíva a Piraí do Sul, administrada pela CCR, o contrato previa a duplicação de todo o trecho, de 41 quilômetros. Agora, só metade deve ser duplicada.

Em troca, com autorização do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a concessionária diz que adiantou a duplicação do Contorno de Campo Largo.

“Um efeito sistêmico e com danos imensuráveis que vigem há quase duas décadas. Então, causa indignação e perplexidade, mas o remédio está sendo ministrado”, comenta o procurador Diogo Castor de Mattos, do Ministério Público Federal (MPF).

 

Com RPC

 
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