Confrontos com policiais e guardas municipais no Paraná resultaram na morte de uma pessoa, em média, a cada 20 horas no primeiro semestre deste ano, de acordo com levantamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Os números divulgados nesta quarta-feira (25) mostram aumento de 14,1% na letalidade policial no comparativo com o mesmo período de 2020. Com 210 mortes de civis de janeiro a junho, o estado registrou recorde desde que o levantamento começou, em 2015.
Mortes em confronto com policiais no Paraná
O monitoramento não inclui as mortes de policiais e guardas em confrontos. Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná (Sesp) mostram que nenhum policial morreu nessa situação no estado em 2019 e em 2020.
Curitiba, com 45 óbitos, Londrina, com 16, e Piraquara, com 11, tiveram o maior número de mortes em confrontos no primeiro semestre. Confira a lista de mortes por município.
De acordo com o Gaeco, neste ano, 208 mortes foram cometidas por policiais militares e duas por guardas municipais de Curitiba. Não houve registro de óbitos causados por policiais civis, conforme o levantamento.
As mortes ocorridas em intervenções de guardas na capital ocorreram em uma perseguição a um carro furtado e em um assalto a estabelecimento comercial. Em nota, a Guarda Municipal de Curitiba informou que todos os casos são apurados pela corregedoria.
Em relação aos óbitos cometidos por PMs, houve crescimento de 13,6% no comparativo com o primeiro semestre do ano passado, com 25 mortes a mais. O G1 entrou em contato e aguarda retorno da Polícia Militar.
Das vítimas em intervenções da PM, metade era parda, 42,8% brancas e 7,2% negras. A faixa de 18 a 29 anos concentra 53,3% das mortes. Houve registro de 11 mortes de adolescentes e de duas de pessoas acima de 60 anos.
O MP-PR informou que, em julho, representantes do MP-PR e da PM se reuniram para discutir, entre outros temas, possíveis medidas para diminuir os índices de letalidade policial.
O que diz a PM
De acordo com o Comandante-Geral da PM, coronel Hudson Leôncio Teixeira, o tempo de chegada da PM às ocorrências diminuiu, o que favorece que as equipes façam flagrantes e aumenta a possibilidade de confronto.
De acordo com ele, em toda situação de confronto o policial é afastado para avaliação psicológica e é aberto um inquérito policial militar para investigação do caso.
Com G1