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Consulta pública de colégios cívico-militares do Paraná continua em 19 escolas

calendar_month 4 de novembro de 2020
3 min de leitura

A consulta pública para a criação de novos colégios cívico-militares no Paraná continua em 19 escolas até as 20 horas de quarta-feira (04). Em Curitiba, seis instituições ainda estão recebendo a comunidade escolar para votação.

Conforme informou a Secretaria da Educação e do Esporte (Seed) na terça-feira (03), 197 colégios concluíram a consulta pública. Ao todo, 72.615 pessoas votaram.

Até o momento, 176 aprovaram a mudança, segundo a Seed. Veja quais colégios aprovaram a mudança para cívico-militar.

É preciso quórum de mais da metade dos votantes para que a consulta pública seja concluída.

A implementação do novo modelo nas escolas que optaram pela mudança vai começar, de acordo com a Seed, em fevereiro de 2021, junto com o início do calendário escolar.

 

O que levar para a consulta pública?
Pais ou responsáveis que forem participar da consulta pública nesta quarta-feira devem levar documento pessoal, com foto. A recomendação é para que cada leve uma caneta.

As pessoas votam conforme o número de matriculados sob tutela na instituição. Por exemplo, se uma mãe ou um pai tiver tiver três filhos no colégio, pode votar três vezes.

 

O perfil das escolas escolhidas
O Governo do Paraná informou que foram para a consulta da comunidade colégios em regiões com alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar. A lei que prevê as escolas cívico-militares foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em setembro deste ano.

As instituições também precisam estar em municípios com mais de dez mil habitantes e que tenham, ao menos, duas escolas estaduais na área urbana.

 

Quanto vai custar a mudança?
O investimento na mudança da administração das escolas vai ser, de acordo com o governo estadual, de aproximadamente R$ 80 milhões e deve contemplar cerca de 129 mil alunos.

Segundo a Seed, nas escolas com o novo modelo de gestão, os estudantes terão aulas extras de português, matemática e civismo.

Caso o modelo seja implantado, as aulas continuarão sendo feitas por professores da rede estadual. Por outro lado, a instituição receberá de dois a quatro monitores militares.

 

Sindicato é contra
A APP-Sindicato, que representa os professores da rede estadual, entrou com uma ação na Justiça para tentar barrar a consulta.

Servidores do Paraná ocupam Secretaria da Educação e do Esporte, em Curitiba
Para a categoria, o processo é irregular, por não respeitar prazos definidos na lei aprovada pela Assembleia Legislativa, que previa que os referendos seriam convocados com um prazo de 30 dias.

A APP-Sindicato pontuou que o anúncio foi feito em 26 de outubro para que a consulta iniciasse no dia seguinte.

 

Com G1

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