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Dengue atinge quase 1,5 mil bebês no Paraná

calendar_month 21 de abril de 2024
2 min de leitura

Pelo menos 1.496 bebês com menos de um ano de idade pegaram dengue no Paraná no atual período epidemiológico, que começou em julho de 2023. O dado é do Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

Desde 14 de março, o Paraná está em estado de emergência pela dengue, somando 140 mortes pela doença e 219 mil casos confirmados.

De acordo com a médica Fabiana de Cássia Bernieri, no caso de bebês há dificuldade de diagnóstico, por isso, pais e responsáveis precisam ficar atentos a sinais – que podem parecer outras doenças ou condições.

“A dengue é uma doença que tira o líquido de dentro do vaso [sanguíneo]. Essa é a principal complicação da dengue. Ela desidrata muito rápido o indivíduo que é acometido por ela. Então pensa um bebê muito pequeno, onde a única forma de nutrição é através do leite materno. Não tem defesa suficiente, então vai desidratar com uma rapidez muito maior.”

Conforme a médica, alguns sinais de alerta são:

  • Irritação;
  • Choro intenso;
  • Diminuição ou recusa total da alimentação;
  • Fazem menos xixi (desidratação).

Talita Ribeiro Venâncio, mãe de uma recém-nascida, contou que a filha recebeu o diagnóstico de dengue aos 12 dias de vida. O sinal que mais a assustou é que bebê não reagia a estímulos.

“Ela apresentou um quadro grave de diarreia e o que me assustou muito foi a questão da hipotonia [que afeta a força da criança]. Ela não tinha reação nenhuma. O bracinho dela, do mesmo jeito que erguia, caia. Ela estava sem força. Eu sabia que o organismo dela não era tão forte pra combater, então eu tive muito medo de perder ela”.

Gravidade

A médica Fabiana também alerta que com bebês, a dengue pode ser ainda mais grave.

“Existe uma regra dentro da pediatria que antes do terceiro mês de vida, qualquer coisa é grave em bebê. Vai para um pronto-socorro, essa criança vai ser examinada para evitar que chegue a esse desfecho tão ruim”.

Com G1

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