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Diretor administrativo reúne corpo gerencial para discutir diretrizes da nova gestão

Foto: Sara Cheida

A nova gestão da Diretoria Administrativa da margem brasileira de Itaipu Binacional será pautada pela missão empresarial, os objetivos estratégicos e as diretrizes apontadas pela Direção Geral. Outra preocupação será o respeito ao Código de Ética. O recado foi dado pelo novo diretor administrativo, Paulo Roberto da Silva Xavier, na primeira reunião de coordenação com o corpo gerencial.

“A proposta é que a gente saia daqui exatamente sabendo o que fazer no nível gerencial da Diretoria Administrativa. Que é uma diretoria que tem uma capilaridade em todas as outras áreas da empresa. Somos importantes para que Itaipu cumpra a sua missão”, afirmou.

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O encontro ocorreu na última quarta-feira (28), no Centro de Educação Corporativa da Itaipu, reunindo 28 gerentes e superintendentes. A equipe de Curitiba acompanhou as discussões por videoconferência. Cada gestor teve a oportunidade de apresentar a sua área, o trabalho desenvolvido e os principais projetos em andamento.

O auditor Vinícius da Silva Pereira (AI.BR), integrante do Comitê de Ética de Itaipu, participou da reunião como convidado e falou sobre o Código de Ética. “Fiz questão que o Código de Ética fosse apresentado porque esse vai ser um dos pilares que vão pautar a minha gestão”, disse o diretor.

Segundo ele, respeito aos direitos individuais e à diversidade humana está previsto na Constituição Federal e contempla valores adotados pela empresa. Portanto, deve ser observado por todos os empregados. “Com isso serei bem rigoroso e minha tolerância será zero com o não cumprimento”, salientou. “Respeito ao ser humano é fundamental.”

O diretor administrativo lembrou que a política de austeridade adotada pela gestão do diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, vai exigir atenção dos gestores, especialmente para a elaboração do orçamento. “A gestão do orçamento será mais rígida. Vamos fazer de acordo com as diretrizes do diretor-geral”, antecipou.

Como exemplo, ele citou as viagens. Segundo Paulo Roberto, é preciso separar o que é “desejável”, “necessário” e “imprescindível” – considerando capacitações, congressos e outras atividades profissionais. Esse critério já vai valer para as viagens do último trimestre, cuja programação deve ser encaminhada à diretoria até o dia 2 de setembro. “A princípio, só vou autorizar o que é imprescindível. Depois, veremos os outros pedidos.”

A binacionalidade foi outro ponto focado por Paulo Roberto, lembrando que o que é feito na margem esquerda tem reflexo na margem direita – e vice-versa. Portanto, todas as decisões devem levar em conta o possível impacto nos sócios paraguaios. Na próxima quarta-feira (4), Paulo Roberto tem reunião marcada com o diretor administrativo executivo, Alberto Cabrera Villalbam com pauta de temas de interesse de ambas as margens.

 

GESTÃO E CLIMA

O diretor administrativo dedicou boa parte da reunião com o corpo gerencial para tratar sobre gestão de pessoas e clima organizacional. Segundo ele, o líder deve delegar tarefas, não responsabilidades. E deve conhecer o que acontece na sua área. “Não sou centralizador, mas gosto de saber de quase tudo. O que não quero é ser surpreendido, na minha diretoria, com um problema e ser o último a saber.”

Proatividade e inovação foram outros conceitos citados pelo diretor como desejáveis. “Eu prefiro evitar o incêndio a ter que apagar. Mas, se tiver que apagar, a gente apaga. O importante é ter iniciativa. Com o controle das ações, conseguimos mitigar os problemas”, avaliou.

Paulo Roberto revelou que, na conversa prévia com os superintendentes, solicitou sugestões para melhorias de processos no âmbito da Diretoria Administrativa – e destacou aos gestores que todas as sugestões serão bem-vindas, independentemente do nível hierárquico. “Procurem sempre pensar se não podemos melhorar os processos. Não estou dizendo que tem que mudar, mas não podemos ficar na zona de conforto.”

“Outra coisa difícil para o líder é diferenciar o urgente do importante. Tudo o que falamos aqui é importante, mas nem tudo é urgente. Às vezes a gente perde tempo com aquilo que é importante, mas não é urgente”, acrescentou.

O diretor ponderou que “não existe gestão de pessoal que agrade todo mundo”, mas é preciso buscar justiça nas ações e avaliações. “O chefe deve ser justo, não bonzinho”, disse. Paulo Roberto observou ainda que mais importante que trabalhar mais, é trabalhar melhor – ou seja, foco na produtividade. E completou, citando o Sistema de Gestão de Desempenho (SGD): “Tem que haver coerência entre avaliação e progressão [de carreira]. Não pode a pessoa ser bem avaliada e não ter correspondência”.

 

Com Itaipu 

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