O diretor do Colégio Estadual Vila Macedo, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, Gilmar Cordeiro, comprou um detector de metal para evitar que alunos entrem armados na escola. O aparelho custou R$ 400, e o dinheiro saiu do bolso dele. A medida tem causado polêmica.
“Hoje, nós fazemos concursos e passamos por detectores, entramos em agências bancárias e passamos por detector. Veja que, conforme o crescimento da violência dentro das instituições públicas, há necessidade de termos esse equipamento para trazer segurança”, disse o diretor.
A escola fica em um bairro considerado violento e, segundo ele, nem as câmeras nem o policiamento conseguem barrar o perigo que invade a escola. Diversos objetos como facas, estiletes e canivetes já foram apreendidos com alunos.
Segundo a direção, a revista com o detector não será feita todos os dias em todos os alunos, mas quando houver algum denúncia ou caso suspeito.
A ideia é que um servidor treinado fique no portão de entrada e passe o aparelho ao longo do corpo do aluno da mochila – acompanhado pela equipe pedagógica.
Não há uma lei que proíba detector em escolas, mas a Secretaria de Estado da Educação (Seed) foi consultada e não recomendou o uso do equipamento.
Em nota, a Seed afirma que a responsabilidade pela segurança do colégio é da Polícia Militar (PM) e da Patrulha Escolar, que têm protocolos de segurança próprios e capacitação para isso.
Com o impasse, a direção do colégio resolveu fazer uma pesquisa com alunos e pais para saber o que eles pensam sobre o assunto. A consulta termina na sexta-feira (22) e até lá o detector fica parado.
Com G1