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Em protesto, policiais “devolvem” viaturas com manutenções acima do valor de mercado; veja vídeos

calendar_month 24 de junho de 2019
3 min de leitura

Em ato simbólico contra o sucateamento de viaturas, policiais partiram em carreata do Parque Barigui em direção ao Palácio Iguaçu para “devolver” os veículos ao Governo do Estado, no início da tarde desta segunda-feira (24). Pela manhã, vários setores da segurança pública do Paraná estiveram reunidos para tratar das pautas de ações em reação à negativa do governo de pagamento da data-base.

Segundo o presidente Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), Kamil Salmem, atualmente o gasto com a manutenção de viaturas é exagerado e poderia ser usado para comprar carros novos. “Hoje, temos veículos que os gastos com manutenção já poderiam ter pago três novas viaturas. Estamos gastando muito dinheiro com a manutenção de viaturas velhas”, contou Salmem à Banda B.

Daniel Fagundes, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol), acredita que o sucateamento das viaturas aconteceu por culpa de um contrato mal feito com a empresa JMK, responsável pela gestão de frotas de veículos. “A carreata é para lembrar que nossas viaturas estão sucateadas, graças a um contrato mal feito com a JMK, iniciado na gestão Beto Richa e dado continuidade na gestão Ratinho. O dinheiro desse contrato milionário poderia ter sido usado de forma muito melhor”, disse Fagundes.

Sobre a reunião com os atores da segurança pública do estado, um Pacto pela Segurança Pública e pela Dignidade do Policial foi firmado. “Nunca fizemos uma reunião como essa, foi algo histórico, e nela firmamos um Pacto pela Segurança Pública e pela Dignidade do Policial. Não queremos privilégios, apenas o pagamento da Data-Base. Nossos salários estão congelados há quatro anos e isso impacta na dignidade do policial e na sua valorização”, afirmou o presidente da Adepol.

Outro que apoia a greve dos servidores públicos que começa amanhã é Paulo Zempulski, do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar). “Nós apoiamos essa greve, porque não está fácil para o servidor ficar com 17% do salário defasado todo mês. Atrás de cada policial, delegado, existe um pai de família, alguém que tem responsabilidades com a família, e não está mais aguentando essa situação catastrófica”, reclamou Zempulski que afirma que os peritos continuaram trabalhando, já que uma decisão do STF os impede de participar de greves, mesmo apoiando as pautas.

A partir de amanhã, várias categorias de servidores públicos do Paraná entrarão em greve. Os trabalhadores pedem um reajuste salarial referente à inflação dos últimos 12 meses, que representa 4,94%. As categorias, porém, afirmam que o congelamento já representa perdas salariais que alcançam os 17%.

 

Por Rodrigo Schievenin e Djalma Malaquias/BandaB

 

 

 

 
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