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Paraná Economia

Endividamento no Paraná foi de 89,7% em maio

Utilização do cartão de crédito responde por 75% das dívidas (Foto: Divulgação)

O total de famílias endividadas no estado ficou em 89,7% no mês de maio de acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR). O resultado significa uma alta de 0,9 pontos percentuais em relação ao mês de abril, mas uma queda de 1,3 pontos em relação ao mesmo período de 2018.

Síntese dos resultados (% em relação ao total de famílias)
Mês Paraná Nacional
Total de Endividados  Com contas em atraso Sem condições de pagar Total de Endividados  Com contas em atraso Sem condições de pagar
Maio de 2018 91,0% 31,9% 11,4% 59,1% 24,2% 9,9%
Abril de 2019 88,8% 25,3% 9,0% 62,7% 23,9% 9,5%
Maio de 2019 89,7% 26,1% 9,0% 63,4% 24,1% 9,5%

As contas em atraso seguiram a mesma tendência, com +0,8 pontos na comparação mensal e queda significativa na comparação anual (-5,8 pontos), e a falta de condições de pagamento ficou estável.

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Com relação aos números nacionais, os dados apontaram alta nas famílias endividadas tanto com relação a abril quanto na comparação com maio de 2018. O número de famílias com contas em atraso também aumentou no comparativo mensal, mas com relação ao ano anterior ficou estável.

 

Nível de endividamento

De forma geral, a maioria das famílias não se sente totalmente endividada no Paraná, sendo que 44,6% se consideram mais ou menos endividados. Já a proporção das famílias que se declara muito endividada foi de 27,9%. Os pouco endividados somam 17,2%, e os que não têm dívidas como as citadas na pesquisa somam 10,3%.

As famílias que apontam a sensação de estar muito endividadas são as de maior renda, entre as quais o indicador equivale a 35,1% das respostas, contra 26,4% entre as famílias de renda menor.

 

Tempo de pagamento em atraso (Dentre as famílias com contas em atraso)

O índice de consumidores que poderiam ter seus cadastros de pessoa física (CPFs) inclusos nos sistemas de proteção de crédito, que são as contas com mais de 90 dias de atraso, saíram de 41,9% para 41,3% na comparação com o mês anterior. Atrasos de 30 a 90 dias somaram 23,9%. Os que estão com as contas atrasadas em até 30 dias foram de 34,8%.

As famílias de maior renda aumentaram o percentual das contas em atraso há mais de 90 dias. Em abril, o percentual foi de 26,9%, progredindo para 28,6% em maio.

A média do tempo de comprometimento com dívidas é de 6,2 meses. A maioria está endividada por até três meses (50,2%). As dívidas de mais de um ano correspondem a 38,9% das famílias. Entre 6 meses e 1 ano, 7,3%, e entre 3 e 6 meses, 3,4%.

Tipo de dívida Total – % Até 10sm – % Mais de 10sm – %
Cartão de crédito 75,0% 73,9% 80,1%
Cheque especial 0,8% 0,7% 1,3%
Cheque pré-datado 0,3% 0,4% 0,0%
Crédito consignado 1,5% 1,6% 1,3%
Crédito pessoal 1,9% 2,0% 1,3%
Carnês 2,6% 3,1% 0,6%
Financiamento de carro 9,9% 10,4% 7,7%
Financiamento de casa 7,1% 7,1% 7,1%
Outras dívidas 1,4% 1,7% 0,0%
Não sabe 0,0% 0,0% 0,0%
Não respondeu 0,2% 0,1% 0,6%

Com relação aos tipos de dívidas, o cartão de crédito continua sendo o vilão, apontado em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida por 75% das famílias, mas mostrando queda com relação ao mês anterior (75,3%). Os financiamentos de imóveis e automóveis aparecem em seguida, concentrando 7,1% e 9,9% do endividamento das famílias, respectivamente.

Os carnês são motivos de endividamento para 2,6%, crédito pessoal para 1,9%, e para crédito consignado o percentual é de 1,5%.

 

Com assessoria 

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