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Entre críticas e elogios, rede pública tenta ajustar distribuição de aulas on-line no Paraná

calendar_month 16 de abril de 2020
4 min de leitura

Há pouco mais de uma semana, a Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed) começou a transmitir aulas pela internet e por um canal digital da TV aberta aos mais de 1 milhão de estudantes da rede pública.

Desde o dia 06 de abril, segundo a Seed, o aplicativo foi baixado em 607.700 celulares e foram 3,8 milhões de visualizações no Youtube.

A secretaria diz que, em média, 20 mil alunos estão simultaneamente no aplicativo e 32 mil no canal do Youtube. Há 136 mil inscritos no canal. As aulas virtuais são ministradas por professores que se credenciaram junto à secretaria.

Entre elogios de que a iniciativa foi positiva e criticas sobre a implantação do projeto, estudantes e professores afirmam que a aula presencial é insubstituível.

Os alunos reclamam que as aulas virtuais são muito rápidas, não tem intérprete de Libras para alunos surdos e a visualização de slides é ruim, o que prejudica o entendimento da matéria.

Já os professores dizem que a decisão pelo ensino a distância foi tomada de forma rápida e não foi oferecida capacitação.

Lançamento aplicativo
O aplicativo Aula Paraná e o início das transmissões começaram no dia 06 de abril, duas semanas depois das aulas serem suspensas em função da pandemia do novo coronavírus.

A Secretaria Estadual de Educação diz que os dias sem aulas que antecederam o lançamento serão descontado do recesso de julho.

Pelo aplicativo, conforme a secretaria, o aluno pode ver as aulas e acessar a plataforma Google Classroom, onde estão conteúdos e atividades propostos pelos professores.

O governo afirma que o acesso desse estudante ao app é de graça, a ferramenta não consome dados móveis. Por isso, pode ser baixada e acessada até mesmo de celulares com contas pré-pagas.

Aula continua nas plataformas digitais
Os professores que não se inscreveram para dar aulas por vídeo, ainda conforme a secretaria, continuam realizando o trabalho pelo aplicativo, corrigindo tarefas e conversando com os alunos pela plataforma.

Mas, na prática, muitos educadores estão tendo dificuldades para acessar as ferramentas disponibilizadas e criticam a medida educacional adotada porque, na avaliação deles, não atende as necessidades de todos os alunos.

A Secretaria Estadual de Educação reconheceu que na primeira semana ocorreram problemas técnicos que não favoreceram a visualização e o aproveitamento completo do conteúdo. O órgão afirma que cada problema está sendo corrigido.

“Estamos fazendo ajustes. As aulas que são gravadas com 50 minutos, passarão a ater 25 minutos. Os outros 25 minutos serão utilizados para os alunos realizarem atividades propostas. A partir da semana que vem, toda as aulas também contarão com um intérprete de Libras”, disse o secretário de Educação, Renato Feder.

O governo disse também que realizou uma transmissão on-line voltada aos professores para ajudá-los a entender melhor como esse novo sistema de aulas funciona. A secretaria ressalta que realizará mais transmissões para capacitar o professor.

“A partir desta quinta-feira, todas as atividades estarão no Google Classroom. Mesmo que o aluno tenha perdido alguma aula, ele poderá recuperar a aula por lá. Os professores também vão aplicar provas por esse sistema. Essa nota será incluída no boletim”, explicou o secretário.

“Não haverá reposição de aulas, a presença será dada pelo professor a medida que ele vê que as atividades estão sendo feitas”, disse.

Jovens sem acesso a um computador ou celular

Para os jovens que não têm acesso a nenhuma tecnologia, não tem computador ou celular, as atividades propostas serão distribuídas a cada 15 dias pelas escolas, nos mesmos dias da distribuição da merenda.

“Esses casos serão avaliados e pode ser que tenhamos que fazer reposição de aulas para esses alunos”, concluiu Renato Feder.

 

Com G1

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