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Estágio inicial da formação de um tornado, nuvem funil foi registrada ao menos cinco vezes em menos de dois meses no Paraná

Segundo Simepar, nuvem só se transforma no fenômeno caso alcance o solo e provoque ventos fortes. Registro aconteceu em Santo Antônio do Caiuá, no Noroeste do Estado


calendar_month 17 de fevereiro de 2026
2 min de leitura

Em menos de dois meses, o Paraná teve ao menos cinco registros de nuvens funil. O mais recente aconteceu no domingo (15) em Santo Antônio do Caiuá, no noroeste do Estado. 

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a nuvem funil é o estágio inicial da formação de um tornado. Neste ano, foram três registrados no estado. O meteorologista Samuel Braun explica que a nuvem só se transforma no fenômeno caso alcance o solo e provoque ventos fortes.

O registro foi feito pela Larissa Moreira. Ela contou que mora em Paranavaí, mas estava em uma chácara na família, em Santo Antônio do Caiuá, quando avistou a nuvem.

“Passamos o final de semana por lá e após o dia estar bem quente, no final da tarde o tempo começou a fechar e ventar bastante. Estávamos na piscina quando olhei para o céu e vi essa nuvem funil se formado e tentando descer ao solo. Ficamos bem assustados”, contou ao g1.

➡️ Nuvem funil X tornado: entenda diferenças entre os dois fenômenos

Nuvem funil foi registrada em Santo Antonio do Caiuá, no noroeste do Paraná. — Foto: Cedida/Larissa Moreira

Nuvem funil foi registrada em Santo Antonio do Caiuá, no noroeste do Paraná. — Foto: Cedida/Larissa Moreira

De acordo com Simepar, outros registros como este aconteceram em Arapongas e São Jorge do Ivaí, no norte, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, em Paulo Frontin, no sul do Paraná. Eles foram vistos em janeiro deste ano.

O Simepar informou que só contabiliza os registros reportados ao órgão ou a Defesa Civil. Por isso, é possível que outras ocorrências tenham acontecido em locais menos habitados ou não tenham sido filmados a tempo por moradores.

O meteorologista explica que a nuvem funil recebe este nome por ter a aparência afunilada a partir da base de uma nuvem pesada, do tipo Cumulonimbus ou Cumulus, formada por uma coluna de ar que gira.

“Elas tendem a ocorrer quando a atmosfera se encontra muito instável, e são formações mais comuns em células de tempestade. Contudo, elas ocorrem com certa frequência no estado, principalmente nesta época de primavera e verão”, explica o meteorologista.

Com G1

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