Um exame do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a menina, encontrada morta em Rolândia, no norte do Paraná, morreu por esganadura. O laudo foi divulgado pelo delegado Ricardo Jorge, na manhã desta segunda-feira (29).
Para o delegado, o resultado do laudo, que ainda é preliminar, contraria o que disse o pai da menina em depoimento. Ele está preso por ocultação de cadáver. O pai ainda não tem advogado constituído.
Segundo a Polícia Civil, o pai disse que encontrou a filha enforcada no quarto e, desesperado, decidiu ocultar o corpo dela em outro imóvel. O corpo foi encontrado, por volta das 14h30 de domingo (28), enterrado, com os pés e mãos amarrados e com um plástico na cabeça.
“O exame indica que se trata de um homicídio qualificado, porque a menina foi vítima de esganadura e não de enforcamento. Temos que ouvir mais testemunhas, colher mais provas, enquanto isso, vamos pedir a prisão temporária dele”, detalha o delegado Ricardo Jorge.
A menina desapareceu na última quarta-feira (25). De acordo com o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), no dia do desaparecimento, a criança foi para a escola de manhã, voltou para casa, deixou a mochila no sofá e não foi mais vista.
Conforme a Polícia Civil, câmeras de segurança registraram a menina chegando em casa por volta das 12 horas, mas não mostraram ela saindo. Por volta das 13h30, o pai saiu de casa em um carro preto e, às 13h37, ele chegou ao imóvel onde o corpo foi encontrado. Esse carro não foi localizado pela polícia.
Contradições
No dia seguinte, a avó da menina, que tinha a guarda, registrou um Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento. O pai ainda postou uma mensagem em uma mídia social pedindo informações da filha. A mãe da menina mora em São Paulo.
“O boletim foi feito de forma falsa, eles [avó e pai] já sabiam que a menina estava morta. A avó se contradisse em vários momentos durante o depoimento”, pontuou o delegado.
Enterro
O corpo da menina foi enterrado na manhã de hoje (29), no Cemitério Municipal de Rolândia.
Com G1 PR