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Paraná

Excesso de chuva preocupa produtores de trigo no Oeste do Paraná

Lavouras em bom desenvolvimento, mas início do florescimento exige atenção com umidade e geadas


calendar_month 2 de julho de 2026
2 min de leitura

A lavoura do trigo está em pleno desenvolvimento na região Oeste do Paraná. Até agora, os produtores estão contentes com a evolução da cultura, mas já começam a se preocupar com o excesso de chuvas. O trigo é uma planta bastante suscetível e, nos últimos anos, tem perdido espaço em todo o Estado, principalmente na região Oeste.

A família de Alexandre plantou cerca de 26 hectares de trigo. A planta está se desenvolvendo bem, mas a possibilidade de excesso de chuva preocupa, porque aumenta as chances do aparecimento de doenças.

O plantio foi feito no dia 20 de abril. O trigo está no início do florescimento; depois, vem a fase de formação do grão. Não é apenas o excesso de chuva que pode atrapalhar, mas também uma geada mais forte nos próximos 30 dias, que pode ser outro fator negativo. As geadas da semana passada não prejudicaram a planta.

“Ele chegou numa fase em que a geada pode prejudicar bastante agora. É o início do florescimento e, logo mais, vai começar a formar o grão. Nós tivemos geada aqui, mas ela não afetou. Ele ainda estava numa fase em que não teve prejuízos”, contou o agricultor.

Apesar de ser uma cultura de inverno, o trigo também precisa de luminosidade, o que não tem sido constante nas últimas duas semanas. Alexandre conta que, historicamente, sempre colheram bem o trigo e nunca tiveram prejuízo. A expectativa é manter a média neste ciclo.

O trigo perdeu área na região Oeste na safra de 2026, devido à rentabilidade e por ser uma cultura de risco, além da influência do milho, que teve a preferência do produtor.

Com a redução no plantio do trigo no Paraná, a pressão sobre os preços tende a ser menor, mas esse não é o fator preponderante para a valorização ou não do produto.

“Pode diminuir, de certa forma, a pressão de oferta no momento da colheita, mas hoje os preços são ditados muito pelo mercado externo também. Dentro das limitações, uma safra menor pode reverter em preços melhores para o produtor”, destacou Hugo Godinho, agrônomo do Deral.

Enquanto torce por um clima favorável, o produtor acompanha a movimentação do mercado com boas expectativas.

Com Catve

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