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Paraná

Exército recupera parte das armas furtadas em batalhão do Paraná; um homem foi preso

Segundo Exército, suspeito não é militar. No total, nove armas foram furtadas, destas quatro ainda não foram recuperadas


calendar_month 20 de novembro de 2024
3 min de leitura

Um homem foi preso em Espigão Alto do Iguaçu, no Oeste do Paraná, com quatro das nove armas furtadas do 33º Batalhão de Infantaria Mecanizada do Exército, em Cascavel.

A quinta arma localizada estava em Quedas do Iguaçu, e a localização foi informada pelo suspeito, que foi detido em casa na noite de terça-feira (19) pela Polícia Militar (PM-PR).

O suspeito, que não é militar, não possui anotações criminais, segundo o Exército. O nome do suspeito não foi oficialmente divulgado.

Segundo relatório da PM, o furto foi registrado no sábado (16). A descoberta do furto ocorreu no dia seguinte, no domingo (17). As circunstâncias do crime e envolvimento de possíveis militares ainda pontos investigação pela corporação.

As armas encontradas com o suspeito são do modelo Beretta, calibre 9 mm. Além delas, foram localizadas na casa do suspeito 150 munições de 9 milímetrs e 50 cartuchos de calibre 12. No local onde a quinta arma foi localizada, outras 150 munições de 9mm também foram encontradas.

Das nove armas furtadas do quartel, quatro não foram localizadas.

Descoberta do furto e megaoperação para recuperação das armas

O furto das nove armas em Cascavel fez o Exército convocar agentes de folga e afastados para megaoperação de buscas que envolve mais de 1,6 mil militares da instituição, informou o comando.

Além de militares do Exército, as Polícias Rodoviária Federal, Civil e Militar também auxiliam nas investigações que se iniciaram, ainda no domingo (17), após a instituição notar a falta dos itens, que pertencem à Reserva de Armamento do Batalhão.

Imediatamente após a descoberta, foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar o caso.

Segundo o general comandante da brigada, Evandro Amorim, militares que atuam no próprio Batalhão são suspeitos de participação no crime, que é investigado sob sigilo. Os celulares de todos os militares que atuam no Batalhão foram apreendidos até a conclusão das investigações.

Punições a militares

Os militares que estavam trabalhando no dia em que o Exército percebeu a ausência das nove armas foram punidos disciplinarmente por “terem trabalhado mal durante o serviço”, conforme a instituição.

Apesar disso, punição não coloca estes militares na condição de suspeitos do furto. Segundo o Exército, a medida foi tomada porque a ação dos militares “permitiu o extravio do armamento”.

Conforme o Exército, os militares cumprem punição disciplinar de prisão no quartel, segundo instituição.

Com G1

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