O paranaense Waldemar Niclevicz, primeiro brasileiro a escalar o Monte Everest, não conseguiu repetir o feito de alcançar o cume da maior montanha do mundo, com 8.848 metros de altitude, na última semana. Em comunicado publicado em suas redes sociais, o montanhista informou que precisou interromper a escalada ao atingir os 8 mil metros no dia 12 de maio, devido a ventos muito fortes e condições adversas.
“Nós tivemos que recuar. Faltou tão pouco”, lamentou Niclevicz, que ainda enfrenta uma infecção na garganta causada pelas intempéries da expedição e já está retornando ao Brasil.
Apesar da frustração, o alpinista destacou que o principal objetivo da viagem não era apenas atingir o cume, mas levar uma mensagem ambiental importante. Ele carregava a bandeira da Restauração Ecológica, estampada com a silhueta da araucária, símbolo da biodiversidade ameaçada do Paraná.
Essa bandeira representa a Reserva Natural do Alpinista, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) que Niclevicz criou em Campo Largo (PR). No local, são realizadas ações de restauração da floresta com araucárias, reintrodução de abelhas nativas e proteção das nascentes do rio Açungui. A expedição, patrocinada por apoiadores, também viabilizou o plantio de 400 mudas enxertadas da araucária e a elaboração do Plano de Manejo da reserva, que inclui diagnóstico da fauna, flora e regras para uso sustentável da área.
“Escalar o Everest é difícil, mas mais difícil ainda é plantar uma floresta viva, onde onças, veados e abelhas encontrem refúgio entre as árvores e nascentes. Esse é o verdadeiro Everest que estou escalando agora”, afirmou Waldemar Niclevicz.
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