Com pouco mais de 50 dias para o fim do prazo de adequação, indústrias de todo o país precisam acelerar a revisão de seus processos de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) para atender às novas exigências da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01). A atualização passa a vigorar em 26 de maio e torna obrigatória a inclusão dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho na gestão de riscos ocupacionais.
A mudança, promovida pela Portaria nº 1.419/2024 e com vigência prorrogada pela Portaria MTE nº 765/2025, exige que empresas identifiquem, avaliem e gerenciem fatores ligados à organização do trabalho que impactam diretamente a saúde mental dos trabalhadores.
Diante do prazo iminente, o Sesi Paraná reforça o alerta: a adequação não deve ser deixada para a última hora.
“A atualização exige uma mudança estruturada na forma como as empresas enxergam os riscos ocupacionais. Não se trata de um ajuste pontual, mas de incorporar uma nova dimensão à gestão”, afirma Alessandra Rolim Pescosolido, engenheira de Segurança do Trabalho do Sesi Paraná.
O que muda na prática
A NR-01 já estabelece diretrizes gerais para SST, incluindo o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Com a atualização, fatores psicossociais passam a ser obrigatoriamente considerados nesse processo.
Na prática, entram no radar das empresas aspectos como:
- Ritmo intenso de trabalho
- Metas excessivas
- Monotonia e repetitividade
- Exigências cognitivas
- Jornadas e turnos
- Estresse organizacional
Esses fatores devem ser analisados em alinhamento com a NR-17 (Ergonomia), que trata da organização do trabalho.
Segundo Alessandra, o Sesi Paraná adota uma metodologia baseada na triangulação de dados para garantir maior precisão na identificação dos riscos. “Consideramos a percepção do trabalhador, informações organizacionais e análise técnica especializada. Isso reduz distorções e assegura um diagnóstico mais confiável”, explica.
Participação dos trabalhadores e rigor na gestão
A atualização também amplia o protagonismo dos trabalhadores no processo, exigindo que sua percepção seja considerada na identificação dos riscos. Instâncias como a CIPA podem ser envolvidas.
Além disso, o plano de ação passa a exigir definição de responsáveis e priorização conforme o número de trabalhadores expostos, aumentando o rigor na gestão e na comprovação das medidas adotadas.
Risco de penalidades e aumento de passivos
Empresas que não se adequarem à nova NR-01 estarão sujeitas a sanções administrativas, como multas e interdições, além de maior exposição a passivos trabalhistas e ações judiciais.
A inclusão dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho no PGR, com evidências de execução, será fundamental para demonstrar conformidade em fiscalizações.
Saúde mental entra de vez na agenda da indústria
Embora temas como assédio não sejam detalhados na norma, eles são reconhecidos como riscos psicossociais e devem ser tratados por meio de políticas internas, canais de denúncia e integração entre áreas como RH e CIPA.
“Quando falamos de riscos psicossociais, estamos falando da forma como o trabalho é organizado. Não é uma questão individual, mas estrutural”, explica Bruna Marinho Isume, psicóloga do Sesi Paraná.
Sesi Paraná apoia empresas na adequação
Para apoiar a indústria nesse processo, o Sesi Paraná disponibiliza soluções completas em Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Promoção da Saúde.
A atuação inclui:
- Identificação e avaliação de riscos psicossociais
- Apoio na estruturação do PGR
- Desenvolvimento de planos de ação
- Programas voltados à saúde mental no ambiente de trabalho
Com equipes especializadas em todas as regiões do estado, a instituição se posiciona como parceira estratégica das empresas neste momento de transição.
Urgência e oportunidade
A adequação à NR-01 representa uma oportunidade de evolução na gestão empresarial, além de cumprir uma obrigatoriedade legal.
Com o prazo se aproximando, o alerta é claro: empresas que iniciarem o processo agora terão melhores condições de implementar mudanças consistentes e evitar riscos legais e operacionais.
A cartilha gratuita com orientações completas está disponível clicando aqui.
Com assessoria
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