Paraná Caso Renata Mugiatti

Justiça ouve testemunhas de defesa de médico acusado de matar fisiculturista

Foto: Divulgação/Facebook

A Justiça deve ouvir, nesta quinta-feira (12), as testemunhas de defesa do médico acusado de matar a fisiculturista Renata Muggiati em setembro de 2015. Dezenove testemunhas foram arroladas.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Ministério Público do Paraná (MP-PR) afirmam que o homem teria asfixiado e jogado Renata pela janela do 31º andar. Nesse processo, o réu responde por lesão corporal, fraude processual e homicídio qualificado.

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No Boletim de Ocorrência (B.O), à época da morte, o médico falou que Renata se jogou e que ela estava em depressão. Desde então, a defesa dele vem sustentando que a fisiculturista se matou.

Entre as testemunhas de defesa que devem ser ouvidas nesta quinta-feira, estão os pais do suspeito. Mais uma testemunha de acusação também deve prestar depoimento. As oitivas do caso foram retomadas no dia 14 de março, quando nove testemunhas de acusação foram ouvidas.

Oitivas interrompidas
No dia 19 de agosto de 2016, começaram as primeiras audiências. Cinco testemunhas de acusação foram ouvidas. À época, porém, o andamento do processo foi suspenso pela falta de perícias complementares.

De acordo com o assistente de acusação, o Instituto de Criminalística do Estado do Paraná informou que os exames pendentes relacionados devem ser realizados após a conclusão de 186 exames de fila de prioridade absoluta e 250 exames da fila de prioridade legal.

Diante disso, o juiz remarcou a continuação das audiências para o dia 14 de março deste ano.

Depois das testemunhas de acusação, são ouvidas as de defesa e o próprio médico, nessa ordem. Em seguida, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, responsável pelo caso de feminicídio, decide se o réu vai ou não a júri popular.

Um exame e dois resultados
O primeiro exame do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a fisiculturista foi asfixiada pelo namorado antes da queda. No entanto, uma segunda análise do IML mostrava que ela não tinha sido asfixiada. Por isso, o médico acabou sendo solto.

O MP-PR e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) abriram, então, investigações para apurar porque saíram dois laudos do IML com resultados opostos.

Para esclarecer as dúvidas sobre a morte de Renata, a Justiça determinou a exumação do corpo.

O resultado confirmou que a fisiculturista já estava morta ao cair do prédio. “O que vale é o laudo mais completo. É o laudo em que todos os exames foram feitos de maneira mais incisiva assinado por vários peritos”, afirmou, à época, o secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita.

Em liberdade
O acusado chegou a ser preso temporariamente pela morte da fisiculturista. Quando respondia em liberdade ao processo pela morte de Renata, voltou a ser preso em 2016, quando uma ex-namorada denunciou o homem à polícia por supostamente tê-la agredido.

Nesse caso, o médico foi condenado pela Justiça do Paraná – em maio de 2017 – a quatro meses e cinco dias de prisão pelos crimes de lesão corporal e ameaça.

Atualmente, o médico está em liberdade, usando tornozeleira eletrônica.

No dia 13 de março, o prazo do mandado de monitoração eletrônica do suspeito prescreveu. A Justiça, no entanto, decidiu prorrogar o uso do equipamento por mais 90 dias.

Com informações da RPC TV

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