Paraná Quebra da safra

Ministra da Agricultura vê perdas severas no Oeste do Paraná

(Foto: André Amorim/CCOM Sistema Faep/Senar-PR)

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, está no Oeste do Paraná nesta quinta-feira (13). Acompanhada de sua comitiva do Mapa, tem um dia de trabalho de campo, com uma vistoria em uma propriedade rural de Lindoeste para analisar os danos provocados pela estiagem no oeste do Paraná, que em algumas localidades já provocou perdas de 75% a 90% na produção de soja e 45% na produção de milho.

Após a ministra se reúne com autoridades locais no Sindicato Rural de Cascavel. A ministra ouviu os relatos do secretário de Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara, do diretor do Departamento de Economia Rural da Seab e dos técnicos do núcleo regional da Seab, do presidente da Federação da Agricultura do Paraná, Ágide Meneghette, do Sindicato Rural de Cascavel e outras autoridades do agro.

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Tereza Cristina iniciou no dia anterior um roteiro pelas áreas do Centro-Sul mais atingidas pela estiagem. Na quarta-feira pela manhã, ela esteve em Santo Ãngelo, no Rio Grande do Sul; e no período da tarde, em Chapecó, Santa Catarina. Técnicos do ministério, da Conab, da Embrapa e representantes do Banco Central, Banco do Brasil e do Ministério da Economia integram a comitiva.

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Estiagem no Paraná

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A estiagem prolongada que atinge o Paraná provocou perdas mais acentuadas na região Oeste do estado.

Os municípios de Toledo e Medianeira também receberam na quarta-feira (12) a comitiva de técnicos do Mapa, que percorre todo o Paraná até esta sexta-feira (14). O objetivo do grupo é avaliar as perdas causadas pela estiagem.

Desde o início da semana integrantes do Ministério e da Conab estão percorrendo o estado, se reunindo com produtores e lideranças rurais para compor um quadro da situação da agropecuária paranaense frente à seca. Os dados sobre as perdas de produção e as possíveis soluções para mitigar este problema serão levados à ministra Tereza Cristina.

Participaram deste encontro representantes da prefeitura de Toledo, da Seab, da Faep, das cooperativas Coamo e Primato, além de produtores e lideranças rurais.

Responsável pelo maior Valor Bruto de Produção (VBP) Agropecuária do Estado, Toledo tem como carro-chefe da sua economia a produção de proteínas, que foi severamente afetada pelas quebras ocorridas no campo, que impactaram o custo da alimentação animal.

De acordo com a Seab, na regional de Toledo, que abrange 20 municípios, a quebra na produtividade da soja foi de 75% na média, colocando a região como a mais afetada pela seca no Estado. Além do volume reduzido, o clima prejudicou a qualidade dos grãos, o que impactará diretamente as cadeias de aves, suínos, peixes e pecuária de leite.

Os números apresentados pela Seab vão ao encontro dos dados levantados pela cooperativa Primato, apresentado na ocasião. De acordo com o presidente da cooperativa, Anderson Sabadin, além das perdas de 75% na soja, constatou-se perda de 45% na produtividade do milho. “A qualidade dos grãos também preocupa, chegamos a devolver várias cargas por falta de qualidade”, revelou ele. Segundo ele, além do preço e da qualidade, preocupa a disponibilidade desses insumos. “A grande preocupação passa a ser se teremos grãos, matéria prima para esmagar e manter o animal a campo”, avaliou.

Para o presidente do grupo de produtores Agrolíder, Almir Dalposso, a quebra constatada na soja foi de 90% a 95%. “Os últimos plantios praticamente não vão ter produção”, afirmou. Também o presidente do sindicato rural de Assis Chateaubriand, Valdemar Melato, presente na reunião, relatou perdas de 90% no seu município.

 

Medianeira

A segunda reunião ocorreu na sede da cooperativa Lar, localizada em Medianeira. Participaram do encontro representantes da Seab, do Sindiavipar, Fetaep, além de técnicos da Lar, do prefeito em exercício de Medianeira, Evandro Mees e dos presidentes dos sindicatos rurais de Medianeira, Ivonir Lodi e São Miguel do Iguaçu, José Carlos Colombari.

 

Com Canal Rural

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