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Paraná Polícia Civil

Monitor da Violência: Após dois anos, metade dos assassinatos monitorados no Paraná continua em aberto

Foto: Divulgação

23 dos dos 51 assassinatos registrados no Paraná entre os dias 21 e 27 de agosto de 2017 continuam com inquéritos em aberto na Polícia Civil, conforme a nova atualização do Monitor da Violência do G1, que acompanha os casos.

Dos outros 28 assassinatos, três foram arquivados e 25 foram concluídos pela polícia.

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Desde 2017, o G1 acompanha em todo o Brasil 1.195 casos de mortes violentas registrados ao longo de uma semana.

Dois anos depois, 569 continuam em andamento na polícia (48% do total).

 

SITUAÇÃO DOS INQUÉRITOS POLICIAIS DOS 51 ASSASSINATOS MONITORADOS NO PARANÁ

Fonte: G1

 

INVESTIGAÇÕES

Dos 51 assassinatos monitorados no Paraná, em 33 o autor do crime foi identificado pela polícia. Em 19 deles alguém foi preso pela polícia durante a investigação.

Além destes casos, outras 16 mortes violentas acompanhadas no estado foram apontadas como suicídio.

 

ANDAMENTO

Dos 25 inquéritos que foram concluídos pela polícia, o Ministério Público do Paraná apresentou denúncia em 23.

No Paraná, em apenas seis dos 51 casos os autores já foram julgados pela Justiça.

Em cinco dos homicídios os réus foram condenados. Em um deles, o denunciado foi absolvido por falta de provas.

 

SITUAÇÃO DOS CASOS:

Assassinatos: 51

Inquéritos concluídos: 25 (49% dos homicídios)

Denúncias apresentadas: 23 (45% dos homicídios)

Julgamentos: 6 (11% dos homicídios)

O Código de Processo Penal determina que um inquérito policial seja concluído em 10 dias quando houver prisão em flagrante ou 30 dias caso ninguém seja preso.

Os delegados, no entanto, podem pedir um prazo maior para tentar investigar o caso – o que normalmente acontece.

Dos mais de mil homicídios monitorados em todo o país, apenas 68 foram julgados dois anos após os crimes.

 

EM ESPERA

Dos 23 casos com inquérito em aberto, apenas dois a polícia informou ter identificado um autor suspeito do crime.

Entre os casos sem solução, estão as histórias de Silvio Luiz Fogaça, baleado ao abrir o portão de casa para entrar com o carro em Maringá (PR), e o de Michael da Silva, morto em frente ao salão de beleza do qual era dono.

 

O QUE DIZ A POLÍCIA 

A Polícia Civil do Paraná afirmou que, para tentar dar celeridade aos inquéritos, implementou novas dinâmicas para a investigação de homicídios em janeiro.

“Uma importante estratégia adotada é a utilização do conhecimento produzido pela Inteligência da polícia, principalmente no relacionado às organizações criminosas, visto que a maioria dos homicídios estão ligados ao tráfico de drogas”, afirma a polícia.

Segundo a Polícia Civil, dos homicídios ocorridos em Curitiba de janeiro a julho de 2019, 57% foram elucidados.

No que diz respeito a crimes antigos, a Polícia Civil informou que nos primeiros sete meses deste ano foram solucionados 52 homicídios ocorridos em anos anteriores, e que isso fez com que o índice de solução de crimes de 2018 passasse de 37% para 42%.

 

Com G1

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