As segundas doses ou doses únicas, garantem o esquema vacinal completo e possibilitam maior proteção contra o vírus Sars-CoV-2. Estima-se que cerca de 3-5% da população não tenha retornado para tomar a D2.
“Se o imunizante necessita de duas doses, é porque o efeito propriamente dito, da proteção contra a doença, só vai ser efetivo após a completude do esquema vacinal. A primeira dose é importante sim, mas a segunda é fundamental”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Segundo o Vacinômetro nacional, desde o início da pandemia, 13.461.698 vacinas foram aplicadas no Paraná, sendo 8.124.117 primeiras doses (D1), 323.390 doses únicas (DU) e 4.968.977 segundas doses (D2). Além disso, o Estado também registra a aplicação de 11.416 doses adicionais (DA) e 34.657 doses reforço (DR). Entre D1 e DU, 96,86% da população adulta já recebeu ao menos uma dose.
CASOS E ÓBITOS – Aliados ao avanço da vacinação em todo o Estado, os números de casos e óbitos em decorrência da Covid-19 registraram queda no último mês. Em setembro, 43.876 casos foram confirmados (32% menos que agosto) e 1.052 óbitos foram registrados (redução de 30% comparado ao mês anterior). Os números são os menores desde o ano passado.
175 municípios do Paraná não registram óbitos em decorrência da doença desde julho. Destes, 31 estão há pelo menos 90 dias sem mortes, Guaporema, no Noroeste do Estado, notificou o último óbito por Covid-19 no dia 22 de dezembro, e Boa Esperança do Iguaçu, no Sudoeste, é o único município paranaense que nunca registrou mortes da doença.
INTERNAMENTOS – O número de pacientes internados em leitos exclusivos para atendimento à Covid-19 também baixou. Em setembro, 2.289 pessoas precisaram de um leito hospitalar após contrair a doença no Paraná. O Estado não registrava um número tão baixo de internamentos desde novembro, quando atingiu 1.925 atendimentos em unidades exclusivas.
Segundo Beto Preto, a queda constante nos indicadores demonstra a efetividade da vacinação. “Quanto mais a vacinação avança no Paraná, menos casos, óbitos e internamentos são registrados. Esse é um resultado claro da imunização dos paranaenses. Principalmente neste momento em que temos um aumento expressivo no número de pessoas completamente imunizadas”.
Com AENotícias