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Paraná

Novo abastecimento de água: Mais saúde e qualidade de vida em Mercedes

Mercedes conquistou, ao longo dos anos, índices que projetaram o município para uma melhor qualidade de vida a partir de investimentos que elevaram a oferta de serviços públicos, como na saúde e educação, bem como um olhar diferenciado para o emprego e a renda.
Outro setor que recebeu investimentos vultuosos nos últimos anos e que reflete diretamente na promoção da qualidade de vida do munícipe é o saneamento. Até pouco tempo, a cidade contava com apenas um sistema de captação de água. Foi aí que os problemas começaram a surgir com o crescimento do município: a captação na Sanga Mineira ocorria por meio de uma vertente superficial. Desta forma, quando chovia o que saía das torneiras era uma água turva. Outra problemática que atingia em cheio fins de ano era a falta de água devido ao consumo aumentar substancialmente. “Não estamos falando de um aumento de 15% a 20%, mas de 50% a 60%”, frisa o secretário de Planejamento, Administração e Finanças, Vilson Martins, que foi vice-prefeito na gestão passada.

Para acabar com estas dificuldades que estavam se tornando rotineiras, a prefeitura correu atrás de investimentos junto à Fundação Nacional da Saúde (Funasa) visando implantar um novo sistema de água e construir um novo reservatório. Foram cerca de três anos de cobranças e obras, pois os entraves políticos em Brasília travaram a liberação de recursos. “Fazia-se uma parte, o governo federal demorava para pagar, as empreiteiras paravam a obra, depois recebiam e faziam outra parte. A situação política tornou tudo mais difícil e a última parcela levou mais de um ano para que conseguíssemos a liberação. Trocou governo, trocou a presidência da Funasa em Brasília e a superintendência em Curitiba. Os contatos mudaram. O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), que tinha voz forte na Funasa, perdeu esse vínculo. Devido a isso demorou a concretização deste trabalho, mas felizmente conseguimos”, enaltece.

Casa do eletricista TRATAM. E ACESS.

O investimento por parte do governo federal foi de R$ 1,5 milhão e a prefeitura disponibilizou uma contrapartida municipal, totalizando então R$ 1,7 milhão. Com este montante, detalha Martins, foi possível implantar um sistema de captação de água em poço profundo, localizado na Linha São Marcos, e um novo reservatório, que com o antigo alcança hoje 500 mil litros de água. Além disso, a sede do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), departamento ligado à Secretaria de Viação e Obras, recebeu diversas melhorias, como ampliação, banheiro, depósito de equipamentos, abrigo de veículos, dentre outros. A inauguração dos investimentos ocorreu em solenidade realizada ontem (06) à noite e que foi prestigiada por diversas autoridades e lideranças.

 

Mais água

O grande problema da captação em Sanga Mineira, frisa o secretário, era a turbidez da água em dias de chuva. “Isso não ocorre só em Mercedes, mas em qualquer sistema que capta água de vertente. Precisávamos ter um sistema que resolvesse esse problema. Agora teremos por muitos anos suprida essa necessidade”, declara, segundo o qual, o novo poço em São Marcos possibilitou dobrar a produção. “Se antes eram bombeados de 40 a 50 mil litros de água por hora, com o novo sistema aliado ao sistema de Sanga Mineira foi possível dobrar a produção. Além disso, antes tínhamos capacidade de armazenar água em apenas 90 mil litros. Hoje a capacidade é de 500 mil litros. Isso supre a demanda da cidade durante um dia”, revela. 
 

Última etapa

Embora oficialmente entregue à comunidade e já em funcionamento, a prefeitura ainda executará uma última etapa envolvendo o novo abastecimento de água. Conforme Martins, ainda hoje quando chove um funcionário do Semae precisa desligar manualmente o sistema da Sanga Mineira para que apenas o sistema São Marcos produza água. 

O futuro investimento contemplará a automação. “Estamos licitando o projeto de automação, que deve custar em torno de R$ 15 mil, para depois executar o serviço, que demandará mais em torno de R$ 40 mil. A automação consiste na sincronicidade dos dois sistemas. A partir do momento que chover e a turbidez da água ficar alta no sistema Mineira, lá será desarmado e o abastecimento vai ocorrer somente com o sistema São Marcos. Isso garante que teremos água de qualidade durante todo período, com chuva ou não. A automação é a última etapa e a previsão é que os trabalhos sejam concluídos em cerca de 60 dias” detalha.
 

Crescimento

De acordo com o secretário municipal, com o sistema de abastecimento antigo eram registrados muitos problemas. “Em fins de ano o consumo de água aumenta muito. Por duas vezes tivemos problemas. A adutora que tínhamos até então não vencia suprir a necessidade da cidade, embora trabalhasse 24 horas por dia. A cidade cresceu e a estrutura que pensávamos que daria conta por 25 anos atendeu a demanda por apenas dez anos. Houve a necessidade do investimento com urgência e os recursos que foram destinados foram essenciais. Agradecemos ao deputado Zeca Dirceu por ter sido nosso parceiro durante todo esse tempo e ter viabilizado o dinheiro”, salienta. 

Mesmo assim, ele enfatiza que o município não pode deixar de fazer melhorias. “Nossa cidade está crescendo na saída para Três Irmãs, onde foram abertos três loteamentos com 400 a 500 terrenos. Já estamos pensando em perfurar um poço e implantar um sistema para abastecer aquela região para impedir que o sistema atual do centro da cidade possa ficar sobrecarregado”, adianta. 
 

Avanço do Semae

Com a inauguração do sistema de abastecimento na Linha Gleba, semana passada, o Semae atingiu praticamente 100% do município com rede de água. No entanto, isso não significa que todos os munícipes são atendidos com o serviço municipal, pois em algumas propriedades famílias preferem continuar utilizando poços artesianos.

“Precisamos enaltecer a coragem do ex-prefeito Vilson Schwantes (2005-2008 e 2009-2012), que em sua primeira gestão implantou o Semae – antes o abastecimento de água era de responsabilidade do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), de Marechal Cândido Rondon. Já na gestão da prefeita Cleci Loffi o Semae ganhou o prédio próprio e a partir de então as coisas começaram a caminhar melhor. Patinamos muito no começo, mas hoje a estrutura é considerada boa e houve um avanço nos últimos anos no abastecimento de água”, elogia Martins.

 

Rede de esgoto

Questionado se agora o próximo passo será voltar os olhos à rede de esgoto, que não foi implantada ainda na cidade, o secretário revela que ainda em 2010 houve promessa do governo federal de que seria elaborado o projeto. “Ano passado cobramos e a sinalização é de que receberíamos o projeto agora em maio, o que não aconteceu”, lamenta.

Na época, a implantação da rede de esgoto estava avaliada em torno de R$ 4 milhões. Para o chefe da pasta, hoje por menos de R$ 8 milhões não se faz a obra. “Se recebermos o projeto ele já virá defasado, pois novos loteamentos foram abertos na cidade”, argumenta Martins. “Há necessidade da rede de esgoto, pois envolve saúde pública, mas dependemos de recursos federais. Se está difícil o governo nos entregar o projeto, que custa cerca de R$ 300 mil, imagina fazer uma obra no valor superior a 
R$ 8 milhões”, conclui.

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