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Número de mortes de bebês é o mais alto no Paraná desde 2014, informa Sesa

De janeiro a abril, taxa de mortalidade infantil no Estado foi de 11 bebês a cada mil nascidos vivos


calendar_month 9 de junho de 2023
3 min de leitura

O número de mortes de bebês e de grávidas cresceu no Paraná nos primeiros quatro meses de 2023, na comparação com o mesmo período de anos anteriores. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

De acordo com a pasta, de janeiro a abril a taxa de mortalidade infantil no Estado foi de 11,1 bebês a cada mil nascidos vivos. No mesmo período do ano passado a taxa foi de 10,3 e, no ano anterior, de 9,5.

O número registrado nos primeiros quatro meses de 2023 é o maior desde 2014. Conforme a Sesa, o resultado é preliminar e ainda pode ser revisado.

A chamada razão de mortalidade materna registrou 40 mortes a cada 100 mil gestantes. O objetivo da secretaria era que esse número caísse para 34 a cada 100 mil.

O indicador é importante para demonstrar a qualidade de atenção à saúde das mulheres em período reprodutivo.

Possíveis motivos

De acordo com César Neves, diretor da Sesa, um dos motivos para o aumento do índice é a pandemia, uma vez que hospitais ficaram lotados, o que afastou parte da população dos cuidados básicos com a saúde.

Durante a crise sanitária, segundo a Sesa, a razão de mortalidade materna atingiu picos altíssimos. A instituição trabalha com estratégias para reduzir esses números.

“A nossa meta é baixar esse índice para um dígito, ou seja, 9. Investir em atenção primária, ir atrás de todo caso de óbito que ocorra no Estado para saber o que levou a este óbito, se eram mortes evitáveis, promover uma ação continuada de tutoriais e treinamento das nossas equipes”, afirma Neves.

A coordenadora do Programa Mortalidade Zero da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, Bruna Cardoso da Silva, afirma que as altas taxas de mortalidade de bebês e de gestantes também são reflexo do aumento da pobrez.

“Uma população mais empobrecida, menos escolarizada, que vive às margens sociais, tem mais dificuldade de acesso a cuidados, condições de vida, sobrevivência e também em saúde. Por mais que nós tenhamos a nossa atenção básica descentralizada, capilarizada no território, a nossa população mais empobrecida tem dificuldade de acessar oportunamente esses serviços de saúde, ou um cuidado qualificado, em tempo hábil para a resolução dos problemas. Muitas vezes, dada a baixa escolaridade, tem também dificuldades de compreensão das informações em saúde que poderiam prevenir piores desfechos”, afirma a coordenadora.

Com G1

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