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Número de mortes em confronto policial cresce mais de 17% no Paraná

Levantamento do Ministério Público compara registros do ano passado e de 2021. São consideradas ocorrências com policiais civis e militares e guardas municipais


calendar_month 3 de março de 2023
2 min de leitura

O Paraná registrou 17,3% mais mortes em confrontos com policiais no ano passado do que em 2021. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.

O levantamento revela que, em 2022, foram 488 mortes, contra 416 no ano anterior. Os números consideram ocorrências com policiais civis e militares e guardas municipais.

O coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, afirma ser inegável que a instalação de câmeras nas fardas dos agentes de segurança pode ajudar a reduzir a letalidade das ações policiais.

“É um número alto e a principal preocupação é esse paulatino e sucessivo aumento”, diz. Outra estratégia apontada é obrigar os agentes a fazerem um curso de Direitos Humanos.

De acordo com os dados do Gaeco, a polícia mais letal é a militar:

  • mortes em confronto com policiais militares em 2022: 483;
  • com policiais civis: (um em Guaíra e outro em Quitandinha);
  • com guardas municipais: 3 (dois em Curitiba e um em Araucária).

Em relação à faixa etária, 287 vítimas em confrontos com policiais militares tinham entre 18 e 29 anos (59,42%) ; 166 tinham entre 30 e 59 anos (34,37%) e 30 tinham entre 13 e 17 anos (6,21%).

Capital concentra maior parte das mortes

De acordo com o Gaeco, as mortes foram em 106 municípios, em um total de 366 confrontos policiais. Curitiba concentra a maioria das vítimas. Confira as dez cidades que mais registraram mortes nessas circunstâncias:

  1. Curitiba: 121;
  2. Londrina: 50;
  3. Foz do Iguaçu: 22;
  4. São José dos Pinhais: 18;
  5. Cambé: 15;
  6. Fazenda Rio Grande: 15;
  7. Piraquara: 15;
  8. Campo Largo: 10;
  9. Paranaguá: 9;
  10. Ponta Grossa: 9.

Com G1

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