Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça indicam que empresas contratadas para prestar o serviço de transporte escolar de São Miguel do Iguaçu rodavam até sem alunos.
Segundo a Divisão de Combate à Corrupção (DCCO) da Polícia Civil, a estratégia era usada para alterar a quilometragem dos ônibus e esconder supostas irregularidades na prestação do serviço.
Conforme a investigação, cerca de 40% da quilometragem contratada pela Prefeitura de São Miguel do Iguaçu não era percorrida diariamente pelos veículos.
Com o suposto superfaturamento, o prejuízo estimado aos cofres públicos pode chegar a R$ 1,4 milhão.
Cinco suspeitos de participar do suposto esquema de fraude nas licitações para o serviço foram presos preventivamente na quarta-feira (26) durante a deflagração da Operação Rota Oculta.
Na ação foram cumpridos também mandados de busca e apreensão na Procuradoria-Geral de Foz do Iguaçu, na prefeitura e na Câmara de São Miguel do Iguaçu, em residências e em empresas.
“Maratona para regularização”
A investigação começou quando moradores de São Miguel do Iguaçu procuraram a polícia para denunciar o suposto esquema.
No inquérito instaurado no dia 02 de agosto, a polícia aponta que as irregularidades ficaram mais evidentes quando os investigados passaram a se preocupar com o registro da quilometragem dos ônibus, feito por meio dos tacógrafos, e com as vistorias veiculares obrigatórias, previstas em contrato, depois de uma exigência do Ministério Público Estadual (MP-PR).
Com G1