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Paraná

Para reitor eleito da Unioeste, maior preocupação é com o Hospital Universitário

calendar_month 16 de dezembro de 2019
4 min de leitura

Com 16,2 mil votantes na eleição do dia 22 de outubro, os diretores do campus de Cascavel e Francisco Beltrão, Alexandre Webber e Gilmar Ribeiro de Mello, foram eleitos respectivamente como reitor e vice-reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) para a gestão 2020/2023. Eles obtiveram 50,8% dos votos e assumem a partir do dia 02 de janeiro.

Em clima de despedida, o atual reitor Paulo Sérgio Wolff (Cascá) desenvolve as últimas ações para finalizar o mandato e entregar o cargo da Unioeste para próximo dirigente.

Dessa maneira, há grande movimentação administrativa acontecendo na Universidade, haja vista que faltam cerca de 15 dias da troca de comando e os preparativos para o mandato que se inicia.

 

REUNIÃO

Na última terça-feira (10), reitor e vice-reitor eleitos realizaram uma reunião de trabalho juntamente com a equipe escolhida para assumir as pró-reitorias. Ao Jornal O Presente, Webber diz que os nomes escolhidos atendem ao “compromisso de todos os campi estarem atuando e participando” de forma conjunta e unida.

A futura equipe será formada por Itamar Borges como chefe de gabinete; Cláudio Marquetto como assessor executivo; Fabiana Veloso como pró-reitora de Extensão (PROEX); Gerson Henrique da Silva como pró-reitor de Planejamento (PROPLAN); Joseane Silva Nobre como pró-reitora de Recursos Humanos (PRORH); Sanimar Busse como pró-reitora de Pesquisa e Pós Graduação (PRPPG), Geysler Bertolini como pró-reitor de Administração e Finanças (PRAF); e, por fim, o professor do campus rondonense Eurides Kuster Macedo Junior como pró-reitor de Graduação (PROGRAD).

“Nossa ideia é a partir de agora recolher alguns dados, nesta transição curta, para que em janeiro possamos definir metas mais específicas e imediatas, naquele caminho de desburocratização da Universidade e com diálogo com a sociedade”, salienta o futuro reitor.

Reitor eleito da Unioeste, professor Alexandre Webber: “Ainda bem que houve a prorrogação (remodelação da estrutura administrativa) por mais três meses para que haja um espaço para esta discussão” (Foto: Arquivo/OP)

 

PREOCUPAÇÕES

Segundo Webber, o governo prorrogou por três meses uma remodelação que estava prevista na estrutura administrativa da Unioeste, a qual deveria acontecer já no fim de 2019. “Teríamos uma perda muito grande na estrutura administrativa, mas ainda bem que houve a prorrogação por mais três meses para que haja espaço para esta discussão”, declara.

Neste período, a gestão agirá buscando o menor prejuízo possível para a instituição. Ainda, haja vista a falta de funcionários da Unioeste, Webber menciona as contratações provisórias para manter o funcionamento da instituição, mesmo que seja preciso cortá-los “conforme se tenha recursos e nomeação de servidores na parte administrativa”.

 

HUOP

Como o ano letivo na Unioeste começa somente em março de 2020, o reitor eleito explica que no momento a preocupação especialmente está voltada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). “A situação não está fácil. Estamos monitorando e conversando com a Secretaria de Estado da Saúde. Existe um receio muito grande, porque mesmo com o orçamento liberado em 15 janeiro, se não houver material de consumo em estoque não haverá tempo hábil para comprar. Estamos fazendo este trabalho mais de perto com o HU”, alerta.

 

INGRESSO DE ESTUDANTES PARANAENSES

Em recente entrevista ao Jornal O Presente, o deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Hussein Bakri, falou o que pensa sobre o ingresso de estudantes não paranaenses em universidades estaduais. Segundo ele, o número de pessoas que frequentam as instituições é aproximadamente 50% formado por pessoas de outros Estados. “Não temos nada contra quem vem de fora, mas nós pagamos as faculdades com dinheiro do próprio Estado, recursos dos contribuintes paranaenses”, argumenta.

Nesse sentido, o deputado defende que sejam criados mecanismos para que facilitem o acesso dos paranaenses no Ensino Superior do Estado. “Estamos tentando criar talvez um Enem estadual ou uma prova com essa função. Não garante, mas possibilita”, defende Bakri.

O reitor eleito da Unioeste, professor Alexandre Webber, por sua vez, diz que os números apresentados não são os corretos. De acordo com ele, os últimos levantamentos realizados mostram que a grande maioria dos estudantes era paranaense.

Webber afirma também que, na contramão disso, existem muitos discentes do Paraná que estudam em instituições fora do seu Estado, até mesmo em universidades federais. “Essa questão precisa ser tratada com bastante cautela”, expôs ao O Presente, emendando: “O fato é que as universidades estão cumprindo com seu papel na qualificação dos jovens. E na própria Unioeste o maior número de frequentadores é paranaense”, conclui.

 

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