Paraná MAPEAMENTO DA PRF

Paraná é o quinto estado com maior número de pontos vulneráveis para exploração sexual de menores

Divulgação/Imagem ilustrativa

As rodovias federais no Brasil têm 2.487 pontos vulneráveis para exploração sexual de crianças e adolescentes, segundo recente levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com a ONG Childhood Brasil. A Cartilha Mapear, que reúne dados de 2017 e 2018, aponta que 59,5% deles estão em áreas urbanas.

De acordo com o levantamento, divulgado ontem (14), o Paraná desponta como o quinto estado com mais pontos críticos para a prática do crime, ao todo, 29. O estado fica atrás de Minas Gerais, com 48, Pará, com 52, Goiás, com 55, e Ceará, que lidera o ranking com 81 pontos vulneráveis mapeados.

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O monitoramento percorreu 71 mil quilômetros e identificou 48 BRs com pontos vulneráveis, sendo as principais a BR-116 (com 114 pontos), BR-101 (56), BR-153 (37) e a BR-364 (26).

Desde janeiro de 2017, 121 crianças e adolescentes foram resgatadas da exploração sexual. Se contabilizados desde 2005, quando a ação passou a ser metrificada, foram 4.776 resgates em todo o país.

Conforme o mapeamento, são considerados pontos de vulnerabilidade para exploração sexual de crianças e adolescentes todos os locais que apresentem algum risco aos jovens que vivem ou passam pela região. Os mais perigosos são postos de combustíveis, bares, casas de show, pontos de alimentação e pontos de hospedagem – nesta ordem. “Isso diminui a crença de que [a violência sexual de menores] está em lugares ermos, no interior do Nordeste. Os pontos mais críticos estão em locais de fácil acesso para crianças e adolescentes, que são as áreas urbanas”, disse o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da PRF, Igor de Carvalho Ramos.

Apesar dos dados, Ramos elenca que o número de pontos vulneráveis caiu 14% em relação à medição anterior, realizada em 2014, e “vem caindo a cada ano” em razão de políticas de prevenção e fiscalização das rodovias.

Vale salientar que o mapeamento não trabalha com registro de ocorrências. “Não são pontos de efetiva exploração. É um trabalho de gerenciamento de risco”, explicou o agente da PRF.

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