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Paraná mantém saldo positivo na geração de vagas formais, mas com sinal de alerta

Foto: Divulgação

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia no final de agosto, o Paraná segue apresentando saldo positivo na geração de vagas formais de emprego. Nos sete primeiros messes do ano foram criadas 40.537 novas vagas contra 34.601 geradas no mesmo período de 2018. Esse resultado mantém o Paraná na 4ª posição no ranking nacional de geração de empregos formais em 2019, atrás apenas de São Paulo, com um saldo 171 mil, Minas Gerais, com 99 mil, e Santa Catarina com 53 mil vagas.

“Os números positivos mostram a resiliência da econômica paranaense diante do atual ambiente instável econômico, contudo nota-se uma tendência de redução na geração de empregos formais, principalmente nos últimos três meses, de maio a julho”, explica Jefferson Marcondes Ferreira, membro do Comitê Macroeconômico do ISAE Escola de Negócios. “A construção civil terminou o período com um saldo de 8.042 vagas contra 3.645 na mesma época de 2018, o que representa um crescimento 4.397 vagas. Quanto ao setor da Indústria, apesar de terminar o semestre com um saldo menor que em 2018, apresentou um saldo positivo de 3.913 vagas”, completa o especialista.

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Ao analisar os setores de atividades econômicas no Estado, o saldo positivo na geração de vagas formais se deve principalmente ao setor de serviços, que terminou o período com um saldo de 27.349 vagas contra 23.573 no mesmo período de 2018. “Vale ressaltar que esse crescimento se deve principalmente as área de comércio e administração de imóveis e valores mobiliários, que apresentou um saldo de 12.343 vagas. As áreas de hotelaria, alimentação e manutenção, por sua vez, finalizaram o período com um saldo de 4.177 vagas. Além dessas, a área de ensino, de janeiro a julho, apresentou um saldo de 4.506 vagas”, aponta Jefferson.

Já o setor atacadista terminou o período com um saldo acumulado de 2.728, explicado pela expansão das redes de atacados no Estado do Paraná. Contudo, um segmento importante teve números negativos. O comércio varejista acumula um saldo negativo de 2.877 vagas que, para o especialista, é reflexo de sazonalidades.

Com assessoria

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