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Paraná registra aumento de 30% em casos de feminicídios tentados ou consumados em 2022

Estado teve 274 casos de feminicídio ou de tentativa deste tipo de crime em 2022. No ano anterior foram 212 ocorrências


calendar_month 25 de janeiro de 2023
2 min de leitura

O Paraná registrou 274 casos de feminicídio ou de tentativa de feminicídio em 2022, segundo dados do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O número representa um aumento de 30% em relação ao ano anterior. De 2019 a 2022, foram registrados anualmente, 211, 224, 212 e 274 casos.

Mariana Seifert Bazzo, promotora especialista em crimes contra mulheres, destaca alguns motivos que podem explicar o aumento. Entre eles, segundo Bazzo, está a melhora na forma como os casos são registrados pela polícia.

“O que a gente pode trazer como motivo para os números irem aumentando é principalmente uma melhor qualidade da própria estatística: o crime começou a ser aplicado e hoje é corretamente inserido. Também pode-se atribuir em virtude de um aumento da violência contra a mulher mesmo”, afirma Bazzo.

“Não tinha esperança”

Uma vítima, que preferiu não ter a identidade revelada, relata que passou por dificuldades para sair do ciclo da violência que enfrentava.

“Não tinha esperança. Toda vez que eu pensava, acontecia um fato novo. Eu pensava no financeiro, pensava na nenê, não queria que ela passasse necessidade. Antes eu tinha medo até de ficar dentro de casa, ficava toda fechada. Hoje em dia não tenho mais”, conta.

O cenário mudou com a existência de um projeto da Prefeitura de Guarapuava que auxilia mulheres vítimas de violência a buscarem um recomeço. A iniciativa disponibiliza um abrigo sigiloso, em casos graves de ameaça, ou uma ajuda de cerca de R$ 800 por mês, durante um ano, para custear um aluguel. Além disso, fornece uma rede de apoio para atendimentos psicológicos e jurídicos.

“Muitas vezes elas deixaram de trabalhar, deixaram seus estudos, não conquistaram uma carreira… E o suporte financeiro para esse período da transição deste relacionamento é crucial para que ela se sinta forte para se reinventar”, explica Priscila Schran, secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres em Guarapuava.

Com G1

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