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Paraná tem 33,6 mil pessoas presas e 28,4 mil vagas no sistema prisional, mostra levantamento

Cadeias de 18 cidades da regional de Londrina têm 6.607 presos, mas somente 4,5 mil vagas


calendar_month 26 de outubro de 2022
3 min de leitura

Dados do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen) revelam que a regional de Londrina tem a maior superlotação carcerária do estado. São 6.607 detentos para 4,5 mil vagas – um déficit de 2.107 vagas.

Os números fazem parte do Mapa Carcerário do Deppen, atualizados nesta terça-feira (25).

O Deppen possui nove regionais no estado. No total, o Paraná tem 33.642 pessoas presas e 28.429 vagas no sistema prisional, segundo o departamento.

Superlotação carcerária no Paraná

RegionalPresosVagasDéficit
Curitiba e Região Metropolitana9.4839.106377
Ponta grossa2.5662.278288
Guarapuava1.788964824
Londrina6.6074.5002.107
Maringá3.2272.330897
Cruzeiro do Oeste3.0682.557511
Francisco Beltrão1.8831.498385
Cascavel2.1531.624529
Foz do Iguaçu2.8673.5720

Região é mais populosa, diz Deppen

Segundo o Deppen, a região de Londrina tem 24 unidades prisionais, entre penitenciárias, cadeias públicas e centros que atendem detentos do regime semiaberto. Elas estão espalhadas em 18 cidades do norte e Norte Pioneiro do estado.

Os municípios recebem presos de aproximadamente 80 cidades de toda a região, conforme o órgão.

Em nota a reportagem, o Deppen afirmou que a regional de Londrina tem a maior superlotação carcerária por ser a mais populosa e que, também por isso, tem mais cadeias públicas.

O Deppen justifica que tem trabalhado junto às prefeituras da região com o objetivo de angariar os melhores espaços e terrenos adequados à construção de novas unidades.

Na região, estão previstas a conclusão da ampliação da cadeia de Ivaiporã ainda em outubro e a entrega de uma nova cadeia em Arapongas em 2022.

Como a reportagem mostrou, o Governo do Paraná também planeja uma penitenciária em Ribeirão do Pinhal. As obras vão custar R$ 51 milhões e deve ser entregue no final de 2024. A previsão é de que a nova unidade abrigue até 800 presos.

Menos presos em delegacias, e mais em cadeias

O promotor Marcelo Adolfo Rodrigues integra o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público e avalia que o aumento da população carcerária, principalmente no norte do estado, é resultado de uma recente mudança na gestão dos presos.

“No meu entendimento, a principal explicação para esse aumento é o fato de que a responsabilidade de cuidar de muitos detentos passou da Polícia Civil para o Deppen. Por isso, algumas regionais ficaram sobrecarregadas, como está acontecendo com Londrina”, disse.

Para o promotor, há outra saída para diminuir a superlotação nas cadeias além da construção de novos presídios.

“Temos uma comissão em Curitiba que avalia os presos que podem receber algum benefício, como a tornozeleira eletrônica, por exemplo. É uma forma de evitar cadeias cada vez mais cheias”, apontou.

Com G1

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