A passarela que liga ao mirante da Garganta do Diabo, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, foi reaberta ao público na manhã desta quarta-feira (1°), depois que parte da estrutura foi levada pelo grande volume de água em outubro de 2022.
O local foi parcialmente destruído devido a alta vazão do Rio Iguaçu, levando às quedas ao recorde de 16,5 milhões de litros por segundo. A vazão considerada normal é de 1,5 milhão.
As obras foram concluídas na sexta-feira (24). O valor total da obra foi de US$ 460 milhões, de acordo com a administração do parque.
A cerimônia de abertura foi na terça-feira (28) com a presença de autoridades da Argentina e do lado brasileiro.
Além da nova construção da passarela, a administração prevê melhoria nas estruturas internas do parque como novos banheiros e área de uso público de Puerto Macuco.
Além do circuito Garganta do Diabo, os visitantes também podem optar pelos passeios:
Passeio superior – 1,7 quilômetro
Passe inferior – 1,4 quilômetro
Também é possível fazer passeio de barco pelo leito do rio, próximo às quedas.
O Parque Nacional do Iguazú está aberto para visitação todos os dias das 8 horas às 18 horas. A entrada é permitida até às 15h45. Os ingressos para o Parque só podem ser adquiridos online.
Vazão recorde das Cataratas
Em outubro de 2022 as Cataratas do Iguaçu registraram a segunda maior vazão de água desde 1997, quando Copel começou as medições. Foram mais de 16,5 milhões de litros por segundo.
O aumento na quantidade de água foi registrado devido as fortes chuvas ocorridas ao longo do leito do Rio Iguaçu. Em junho de 2022 o fluxo havia alcançado 10,4 milhões de litros por segundo.
Em 2014, foram mais de 47 milhões de litros por segundo, segundo a Copel.
Quedas
Conforme o Parque Nacional do Iguaçu, são 275 saltos catalogados, o que dá às cataratas o título de maior conjunto de quedas d’água do mundo.
A altura das quedas varia de 40 a 80 metros, podendo atingir mais de 100 metros dependendo da vazão do Rio Iguaçu.
O formato das Cataratas do Iguaçu lembra uma “ferradura”. As quedas se estendem por 2,7 quilômetros: 800 metros localizados no Brasil e 1,9 quilômetro na Argentina.
Assim, 70% das quedas pertencem ao lado argentino e 30% ao lado brasileiro. A divisão entre os países é feita pela Capitania Fluvial.
Com G1