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Perícia preliminar não constata tiros em corpos carbonizados; mãe de Miss reconhece restos de mochila da jovem

calendar_month 23 de março de 2018
3 min de leitura

Peritos do IML (Instituto Médico Legal) não identificaram vestígios de ferimento por arma de fogo nos dois corpos encontrados carbonizados em Altônia, na manhã de quinta-feira (22). O laudo, porém, não é conclusivo, devido ao estado em que os cadáveres foram recolhidos.

A polícia se deparou com os corpos na carroceria de uma Fiat Strada, pertencente ao empresário Valdir Brito Feitosa, 31 anos. Ele e a estudante Bruna Zucco, 21 anos, estão desaparecidos, mas o delegado responsável pelas investigações, Isaías Cordeiro de Lima, diz que ainda não é possível fazer a identificação sem um exame de DNA.

As famílias de Valdir e Bruna são esperadas na manhã desta sexta-feira (23) no IML de Umuarama para a coleta de material genético, que será confrontado com amostras recolhidas dos corpos. O exame será feito em Curitiba e pode demorar até 30 dias para ficar pronto. Existe uma mobilização para que o resultado saia em um tempo menor.

De acordo com o delegado, tudo leva a crer que o crime aconteceu por volta de 1 hora da madruga de quinta-feira (22). A câmera de monitoramento de um supermercado mostra Bruna caminhando em direção a sua casa, no Jardim Planalto, por volta de 0h10. Quatro minutos antes, Bruna teria mandado mensagem para o namorado, dizendo que estava cansada e iria dormir.

As imagens mostram dois carros passando pela rua, uma Saveiro branca e a Strada que seria de Valdir. Os carros passaram pela via pouco antes de Bruna e cinco minutos depois retornaram em sentido contrário. Não é possível precisar se a estudante estava dentro de um dos carros.

 

Bruna Zucco recebendo coroação. (Foto: Reprodução/Facebook)

Pouca esperança

Pessoas próximas de Valdir Brito Feitosa, 31 anos, e Bruna Zucco, 21 anos, já não demonstram tanta esperança. Eles acreditam que os corpos encontrados carbonizados são do empresário e da estudante, atual miss da cidade.

Na porta do bar e tabacaria de Valdir há um tecido preto colocado pela manhã por funcionários, em sinal de luto. De acordo com a Polícia Civil, que investiga o crime, a mãe de Bruna reconheceu os restos de uma mochila que seria da jovem. Ao lado do corpo também foi encontrada uma carcaça do mesmo modelo de telefone celular usado pela estudante, um iphone.

Ao lado do veículo foi encontrada uma garrafa pet com restos de gasolina.

O namorado de Bruna fez um apelo em uma rede social sobre o desaparecimento. Ela é aluna do curso de psicologia da Unipar (Universidade Paranaense), em Umuarama, e foi vista pela última vez por volta da meia-noite de quarta-feira (21), descendo do ônibus de estudantes.

Ágda, avó de Bruna, refutou comentários de que a neta teria um relacionamento com Valdir. “Ela (Bruna) nem saía de casa. É uma menina estudiosa e no final de semana sempre ficava com o namorado. Não tinha tempo para nada. Estão inventando isso e vão ter que provar. Nosso sofrimento é muito grande”, disse.

Imagens de uma câmera de segurança do local onde o ônibus para todas as noites, foram recolhidas pelos policiais.  O delegado que cuida do caso, Isaías Cordeiro de Lima, disse que ainda não tem uma linha de investigação definida. “Por enquanto, estamos ouvindo pessoas que possam nos ajudar a desvendar o crime. Também não dá para oficializar que as vítimas sejam o Valdir e a Bruna”, destacou.

Amostras dos corpos serão enviadas pelo IML (Instituto Médico Legal de Umuarama) para um laboratório especializado em Curitiba. Exames como este levam pelo menos 30 dias para serem concluídos. Sem o resultado oficial, não há como liberar os restos mortais para os familiares.

 

Com informações O Bemdito 

 

 
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