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Pianista da região que já foi camelô é premiado em concurso de música na Europa

calendar_month 3 de julho de 2019
3 min de leitura

As composições do pianista Elvis Claro, de Cascavel, renderam a ele o segundo lugar em uma aclamada competição de música clássica em Viena, na Áustria. A premiação será no domingo (7).

Professor de música, o pianista já foi vendedor ambulante e camelô, e usa a experiência de vida para inspirar outros futuros músicos. “Sempre fui um músico autodidata, num lar muito humilde. Meus pais nunca tiveram condições. Nem um violão eu tinha em casa. Meu pai sempre gostou de Elvis Presley, tanto que me deu o nome. Ele ficava cantando o dia inteiro. Sempre ouvi muito música gospel, muito rock, muito blues”, lembra Elvis.

Ele conta ainda, que na família ele é o primeiro músico, mas que os pais sempre perceberam o potencial artístico dele. “Eu era muito hiperativo. Um dia, com oito anos, subi no guarda-roupa, peguei um tecladinho e comecei a tocar um hino da igreja. No outro dia, me matricularam na aula de música. Fiz alguns meses de aula de órgão e a professora não tinha mais o que me ensinar. Então, meu pai me tirou”, completou.

Antes dos 30 anos, ele nunca tinha pensado em ganhar a vida com música, era apenas um hobby de fim de semana. Chegou a fazer aulas de piano aos 18 anos, mas não se formou. Também abandonou o ensino médio para trabalhar. Foi motorista de supermercado, vendedor de melancia e de CDS e DVDs.

 

Investimento em um sonho
Por dez anos trabalhou de camelô em uma galeria, onde ocupava parte do tempo aproveitando para compor. Nesta época, surgiu a primeira composição.

Vendeu os boxes que tinha e apostou na música. “Preferi ganhar menos, mas fazendo algo que eu gostava, investindo em um sonho”, explica.

Tornou-se professor de música e logo apareceram convites para tocar em eventos, como casamentos. Hoje ele é dono de um grupo com agenda cheia até o fim do ano que vem.

Com as aulas de piano que continua fazendo surgiram novas composições, que o motivaram a se inscrever na competição na Europa que atrai músicos de todo o mundo. Sem muita expectativa, se surpreendeu ao ver o nome entre os finalistas.

“Foi uma sensação que eu não sei explicar, uma sensação única na minha vida. É como se tivesse ganhado na loteria”, comemora.

O segredo, revela, é ter coragem e convicção de que é capaz de fazer. “A força de vontade é o que move o artista e qualquer outra pessoa”, ensina.

Prestes a realizar um sonho, a meta agora, adianta, é trabalhar com cinema. “Acredito que com este prêmio, muitas portas vão se abrir.”

 

Com G1

 
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