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Pinhão verde é tóxico à saúde e pode causar problemas no sistema digestivo; veja riscos do consumo

Total de apreensões de pinhão imaturo cresceram no Paraná em 2025, veja dicas de como escolher pinhão bom para consumo


calendar_month 22 de maio de 2025
4 min de leitura

Quando o pinhão está “verde”, ou seja, ainda não atingiu a maturação completa, além de não ter o gosto característico da iguaria, pode ser tóxico e causar riscos à saúde.

O alerta é do Instituto Ambiental do Paraná (IAT), que determina, em legislação, regras para a colheita da semente no estado, e da Polícia Militar Ambiental, que fiscaliza a comercialização da produção e registrou aumento no total de apreensões do item em 2025. Saiba mais abaixo.

Segundo o IAT, as pinhas imaturas apresentam casca esbranquiçada e alto teor de umidade, o que favorece a presença de fungos – tornando o alimento até tóxico para o consumo humano.

Conforme explica Rusllan Ribeiro, médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os pinhões verdes podem causar alterações nos hábitos intestinais.

A gastroenterologista Jéssica Ribeiro complementa que o consumo não gera nenhuma doença específica, mas reforça que pode provocar diversos sintomas gastrointestinais transitórios.

“No pinhão imaturo, os taninos e outros compostos fenólicos estão mais concentrados. Quando consumidos em excesso, esses compostos podem causar náusea, desconfortos abdominais, constipação, má digestão e até dificultar a absorção de nutrientes”, explica a médica.

Pinhões esbranquiçados (Foto: Polícia Ambiental)

Como escolher pinhão bom para consumo

Entre as dicas para escolher pinhão bom para consumo, estão optar pelos que têm a casca mais brilhante, com vários tons de marrom e sem furos. Em contrapartida, pinhões manchados podem estar estragados.

A semente também precisa estar “firme” para ser considerada um bom pinhão.

Na hora de cozinhar, há dicas mais específicas, como o teste da flutuação. Se quando cozinhar ele ficar na parte de cima da panela, é sinal que está estragado.

Os pinhões que ficarem com a ponta para baixo também são duvidosos e devem ser retirados da panela, porque podem conter de 20% a 25% de semente “brocada”, ou seja, degradada na parte interna por conta da ação de larvas de mariposas, que se alimentam do pinhão e estragam o sabor.

O que diz a lei sobre a colheita de pinhão no Paraná

A Polícia Ambiental do Paraná destaca que a colheita, o armazenamento e a comercialização de pinhas imaturas são proibidos.

No estado, as normas e instruções de comercialização do pinhão são estabelecidas na Portaria IAP nº 046/2015, que diz que só podem ser colhidos pinhões de pinhas que apresentarem “características de maturação, estado deiscente com coloração verde-amarelada ou marrom típica”.

O texto também fixa a data de 1º de abril para início da colheita, transporte, comercialização e armazenamento do pinhão e proíbe o abate de pinheiros adultos (Araucaria angustifolia), portadores de pinhas, na época de queda de sementes – ou seja, nos meses de abril, maio e junho -, exceto quando autorizado.

A multa em caso de desobediência é de R$ 300 a cada 50 quilos de pinhão apreendidos, além da responsabilização por crime ambiental.

As justificativas vão desde manter as sementes para proteger a espécie da árvore e a alimentação de animais, até garantir a saúde dos consumidores.

Por isso, devido a aspectos técnicos, no Paraná a safra vai de abril até junho, e não é permitida a venda de pinhões trazidos de outros estados.

Foto: Mauro Scharnik/IAT

Fiscalização no Paraná

A fiscalização do comércio de pinhão no Paraná é feita pelos agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Ambiental-Força Verde (BPAmb-FV).

Denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do IAT, aos escritórios regionais, pelos telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304 e, ainda, à Polícia Ambiental (41) 3299-1350.

De acordo com a polícia, até meados do mês de maio mais de 330 quilos de pinhão verde foram apreendidos no estado em 2025 – cerca de 20 vezes a mais do que no ano anterior.

Para a corporação, o aumento expressivo se deve ao aumento na fiscalização e também no número de denúncias recebidas pelo órgão.

Com G1

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