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Produção de peixes no Paraná cresce 9% e mantém Estado na liderança da piscicultura, aponta associação

calendar_month 20 de março de 2022
2 min de leitura

A produção de peixes de cultivo no Paraná aumentou 9% em 2021, em comparação com 2020. O crescimento manteve o estado como maior produtor do país, de acordo com Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR).

Em 2020, o Paraná produziu 172 mil toneladas e, no ano passado, foram 188 mil toneladas. São Paulo, que ficou em segundo lugar, produziu 81,6 mil toneladas em 2021.

No estado paranaense, a região oeste é consolidada no ramo, mas a região norte está crescendo, principalmente por causa da cooperação.

“Nós temos duas cooperativas que vão se instalar (no norte). Esse sistema vai permitir que muitos outros produtores trabalhem a partir de parcerias, para que tenham produção e comercialização garantidas. Isso facilita e incentiva o número de produtores trabalhando na atividade”, explica o diretor da PeixeBR, Ricardo Neukirchner.

Apesar da boa expectativa e do crescimento nos números, Ricardo orienta os criadores de peixes a trabalharem com cautela.

Soja e milho, que são matérias-primas da ração dos animais, são grãos que estão valorizados no mercado e, consequentemente, aumentam o custo de produção.

 

Criação de tilápia

No Paraná, 96% dos peixes produzidos são tilápias. O estado conta com 25 mil piscicultores, de acordo com a PeixeBR.

Rogério Andrello cria peixes há 30 anos em uma propriedade rural em Londrina, no norte paranaense. Ele tem nove tanques, mas está construindo mais um com o objetivo de produzir 50 toneladas de tilápia por ano.

Além dos tanques, a tecnologia é outro ponto de investimento para manter a qualidade. O produtor instalou um aerador em um dos tanques e já faz a conta para colocar o equipamento nos outros criadouros.

“O pessoal sempre está desenvolvendo coisas para ir melhorando. E aí a gente tem que estar junto porque ficar parado no tempo não vai funcionar, não”, conta Rogério.

O aerador injeta oxigênio na água e faz a decantação de materiais pesados, como nitrato e amônia. Com esse investimento, o produtor pode mais que dobrar o número de peixes por tanque.

Segundo Ricardo, diretor da PeixeBR, o pensamento dos produtores na inovação auxilia o Paraná a se manter na liderança do ramo.

 

Com G1

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